domingo, 22 de julho de 2012

Estou namorando e vou embarcar!


Tô namorando!

Acredite!
Eu também já me apaixonei e sei como é. Ah é bom!
Mas aí chegou a hora de embarcar pro intercâmbio, e como faz?

Você nem pode dizer isso pros seus pais e amigos, mas a verdade, verdade mesmo, é que você está com um certo medinho porque acha que vai sentir mais falta do(a) namorado(a) do que do seu pai, da sua mãe, dos amigos...
E quando a gente está apaixonado(a) é aquela coisa né: a gente acha/pensa que encontrou o amor da nossa vida, que sem essa pessoa a gente  não vive e que vai morrer se ficar sem ela...
Pois é...

Uma coisa que ninguém consegue explicar é o porquê essa pessoa apaixonante aparece em nossa vida próximo ao embarque do intercâmbio.
E você pensa: Meu! Fiquei tanto tempo sozinho(a). Tinha que ser logo agora! Você também pensa que ao deixá-lo(a), ele(a) vai te esquecer e vai te trocar, que você não estará por perto para viver os acontecimentos e que tem muita gente bacana solta no mundo e que ele(a) pode te trocar por uma dessas outras pessoas.

Você também vai achar que essa pessoa não vai esperar você voltar e muita gente vai dar palpite na sua orelha sobre essa situação:
- tem os que irão te dizer que se fosse você adiava o intercâmbio, afinal de contas, o mundo está aí de portas abertas pra você ir a hora que você quiser, a hora que você bem entender...
- tem os que irão te dizer pra ir mesmo, pois se essa pessoa gostar de você, esta pessoa vai ficar te esperando. Se não esperar, é porque não gostava tanto assim de você.
- tem os que irão te dizer pra ir sossegado(a) que noticiarão tudo o que acontecer com ele(a) por aqui e que você vai ficar sabendo de tudo.
- tem de tudo...

A verdade é uma só:
- só você tem condições de saber o tanto que isso vai te afetar e seria muito maduro que você e a tal pessoa apaixonante conversassem e chegassem a um acordo.
Mas um acordo é um acordo: tem que ser bom para os dois, sem que um atrapalhe o outro, sem que o fato de existir o vínculo ou um rótulo (namorado-namorada) interfira no viver a vida de forma intensa, aproveitando cada minuto, por mais que a distância os separe.

Hoje em dia, com redes sociais e toda a tecnologia a disposição fica bem mais fácil matar saudade. Existirá a separação física, a ausência de contato físico; mas também poderá ser uma boa oportunidade para conhecer melhor a pessoa apaixonante, utilizando-se da tal tecnologia, pois já que não tem jeito, você terá que conversar mais, escrever mais e etc

Nesses 20 anos assistindo despedidas de namorados e namoradas em aeroportos, tive oportunidade de acompanhar algumas histórias:
- a Juliana, que embarcou para intercâmbio de 6 meses, me contou que chorou muito antes de embarcar, que achou que não aguentaria de saudade do namorado. Nos primeiros dias de intercâmbio, ao receber uma ligação do namorado e desabar a chorar ao telefone, Juliana contou que o namorado deu muita força para que ela ficasse e aproveitasse o intercâmbio da melhor forma e que ela podia ficar sossegada com relação a ele e os sentimentos dele: que ele ia esperar por ela, mas se sentiria feliz e melhor se ela não deixasse de aproveitar o intercâmbio, por conta do relacionamento deles. Depois de algum tempo do retorno de Juliana ao Brasil, ela disse que foi muito importante a força que o namorado deu pra que ela continuasse no intercâmbio e a forma como ele a incentivou a aproveitar mais e melhor cada minuto daquela experiência única. O relacionamento dos dois foi ficando cada dia mais forte por conta disso e eles estão juntos até hoje. E Juliana me disse: ” depois disso, penso que  o que é pra ser seu, sim, será.” Ela me contou como foi bom o seu intercâmbio, chorou de saudade da família hospedeira e estava com muito ciúme porque a família hospedeira estaria hospedando outra intercambiária.
- a história de Ana me chocou um pouco, eu confesso! Ana namorava o mesmo menino desde que era uma menina praticamente. E o namorado levou alianças para o aeroporto e ficou noivo da Ana no aeroporto, na hora do embarque. Não achei isso uma boa ideia. Achei uma atitude egoísta. Ana me contou que no segundo mês de intercâmbio, achou melhor por fim ao namoro e por telefone mesmo. Ela me disse que não ia dar conta das duas coisas: intercâmbio e namoro, não desta forma e optou pelo intercâmbio, optou por ela!
- já o Cauê, que também tinha um namoro de longos anos, preferiu (decidiu junto com a pessoa apaixonante) dar um tempo no relacionamento. Foi uma espécie de: sejamos amigos e quando eu voltar a gente vê como fica. E esse não ficou! Viraram só amigos mesmo!
- o Isaac foi para o intercâmbio e cumpriu o que prometeu a namorada: passou o intercâmbio fazendo um diário de tudo o que acontecia no intercâmbio dele e em seguida enviava pra namorada aqui no Brasil. Uma espécie de prestação de contas.  Não sei o que virou o relacionamento dele, só sei que recebi muita reclamação dele durante o intercâmbio, por conta do uso exagerado do idioma português e de telefonemas e uso deredes sociais, internet e etc de forma exagerada para se comunicar com Brasil. Agora, muito entre nós, caro(a) amigo(a) “blogueiro(a)”...PRA QUÊ?


Mas “o problema” pode aparecer no intercâmbio.
Você pode arrumar um(a) namorado(a) no/durante o intercâmbio.
Vamos pensar um pouco: é bom receber carinho, mas...

Mas... como você vai estar muito carente, existe a possibilidade de se ‘envolver demais’ e de se concentrar apenas em seu namorado(a) deixando de lado amigos e família hospedeira.
Um dia recebi um relatório sobre um estudante de nome Igor.
Igor era um menino de 18 anos, muito bonito, esportista, forte, charmoso. Arrumou uma namorada durante o intercâmbio. Até aí, tudo dentro da normalidade, se não fosse por dois detalhes: a menina tinha apenas 14 anos e o Igor estava nos Estados Unidos. Se isso fosse no Brasil, sem problemas... mas era nos EUA.
A menina americana mudou o comportamento por conta do namoro com o menino brasileiro. A família da menina ficou muito ressentida por conta disso, a menina deixou de fazer passeios e de participar das atividades da sua família.
Então, eu recebi um telefonema dos Estados Unidos, pedindo que eu conversasse com o menino brasileiro, e explicasse a ele que pelo fato da menina ter apenas 14 anos e ele já ter 18 anos, o que ele estava fazendo, nos EUA é crime. E se houvesse a acusação por parte da família da menina, ele seria preso e julgado, de acordo com as leis do estado americano do Oregon.
- também já vi intercambiários que conheceram a pessoa apaixonante durante o intercâmbio. Alguns desses relacionamentos se mantiveram e alguns outros intercambiários sofreram ao ter que separar e deixar a pessoa apaixonante por lá por conta do final do intercâmbio.

Dependendo do tipo de intercâmbio que você irá fazer, por exemplo, no high school, você assinou regras e uma dela diz que você não teria relações sexuais durante o programa.
Algumas pessoas me perguntam por que não pode ter relações sexuais durante o high school: primeiro por razões óbvias, não acho que precisa resposta pra essa pergunta e segundo porque nenhum seguro saúde no exterior cobre gravidez. E vamos combinar?: foi um pra intercâmbio – tem que voltar um só: sem deixar lá e nem trazer pra cá.

Então, melhor coisa a fazer: conversar com a pessoa apaixonante. O seu namoro não precisa ter prazo de validade. Só precisa de sensibilidade (dos dois lados).

Algumas curiosidades: EUA e Canadá são países aonde os jovens não tem o hábito do nosso FICAR. Não tem o fiquei com o fulano ou fulana. E quando você contar que no Brasil, isso existe,  e contar como é o tal do nosso FICAR, os americanos e canadenses ficarão morrendo de vontade de vir pro Brasil, pois nesses países... se você beijou, você está namorando.
Já Europa e Oceania, o nosso FICAR é comum, é igual aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada pelos seus comentários e considerações. Entraremos em contato em breve.