terça-feira, 1 de setembro de 2015

Como devo chamá-los? mesmo?


Uma das perguntas que assombra o novo intercambiário, principalmente os que embarcam na idade da adolescência,  é:
- como devo tratar minha família hospedeira, devo chamá-los como?
- Preciso chamar meu pai hospedeiro de pai?
- Preciso chamar minha mãe hospedeira de mãe?
- E os meus irmãos de lá? Como deve ser o tratamento para com eles?

Calma, tá bom?!
Quem tem que responder isso são eles e não você.
Você só tem que fazer a pergunta, entendeu?

Simples assim: pergunte aos seus pais hospedeiros como eles gostariam de ser chamados por você. Muito provavelmente, a resposta que você vai ouvir será que eles preferiam que você os chamasse pelo primeiro nome.
E a evolução normal disso é chegar a um nome mais curto, um apelido.
Com os seus irmãos hospedeiros, o procedimento é o mesmo.

Ninguém vai te obrigar a chamar de pai ou de mãe. Pode ser que você nem consiga dizer isso a pessoas que não são seus pais de verdade. Por outro lado,  o seu tratamento para com eles pode evoluir de uma forma que, quando você se der conta, percebe que já os chama de pai e de mãe, só não sabe exatamente quando isso começou a acontecer.
Mas também, pode ser que você passe o intercâmbio todo sem que isso tenha acontecido.

Alguns jovens tem medo do ciúmes do(a) irmão(ã) hospedeiro(a). Pois digo que isso é uma coisa que você precisa aprender a lidar e sim, quem tem que ceder e ser o humilde é você, que é quem chegou.

Por que digo que tem que aprender a lidar? Não pode trocar de família por causa do ciúme dos irmãos hospedeiros?
-  note, se você tem irmãos no Brasil, até já sabe - ciúme é comum até entre irmãos de sangue, que nasceram da mesma mãe, na mesma casa, vivem na mesma cultura e com os mesmos hábitos...
- que dirá em outra cultura, aonde o mocinho é seu irmão, mas nem tanto assim.
- ou seja, se é normal sentir ciúme até entre "irmãos de sangue", que dirá entre"irmãos postiços"?
- é comum até entre amigos;
- e mais cedo ou mais tarde, na vida,  você vai se deparar com situações deste tipo e precisa amadurecer e lidar com isso.
- como lidar? simples... não dê tanta importância para uma coisa sem importância. Releve, deixa pra lá, e olhe a parte boa da outra pessoa. Ignore o que não é bom.
- assim dá certo.

Um caso interessante foi um menino que me contou que chamava os pais hospedeiros pelo nome, mas num determinado momento do intercâmbio, o irmão hospedeiro pediu que chamasse os pais de pai e de mãe. E foi o que o intercambiário fez: atendeu o pedido do irmão hospedeiro e passou a chamar a mãe de lá de "mom" e o pai hospedeiro de "dad", assim como toda a família.

Uma coisa que é interessante você observar é como os membros de sua família hospedeira te apresentam aos amigos e ao restante dos parentes/da família:
- se é como intercambiário do Brasil;
- se é como filho postiço ou um filho brasileiro.

Carine foi hospedada por uma família numerosa, 6 pessoas (pai, mãe e 4 irmãos). Era uma família afrodescendente (negros) e ela era quase albina. E o mais engraçado era como a família hospedeira a apresentava:
 "-esta loirinha do Brasil é nossa filha, só que nela, a cor falhou! saiu assim...descolorida."

Uma família muito bacana, com um bom humor maravilhoso. E ainda de diferente: todos os filhos eram homens crescidos, jogadores de basquete com quase dois metros de altura e queriam ter uma irmã a todo custo. E Carine passou um ano espetacular e sendo bajulada por todos. No final daquele ano de intercâmbio, foi pedido a cada intercambiário que escrevesse uma mensagem para a família hospedeira e baseado nesta mensagem, seria eleita a família mais bacana do intercâmbio. E a família da Carine é que foi eleita a mais bacana do ano.



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