quarta-feira, 26 de junho de 2013

O programa de Au Pair






O  programa de Au Pair

Excelente programa para quem quer praticar o idioma estrangeiro, gastar pouco e ganhar algum dinheiro.
Este  não é um programa para aprender o idioma do país de destino  e sim para adquirir prática nesta língua estrangeira.
Trata-se de um programa de intercâmbio para moças entre 18 e 28 anos.
O tempo de duração é de um ano e  em alguns países pode ser estendido por mais um ano
A au pair viaja para outros países e aprende a língua e a cultura do lugar, trabalhando. O trabalho consiste em cuidar de crianças enquanto os pais trabalham.
Esse tipo de trabalho é muito comum em muitos países, mas é regulamentado/regulado pelo governo somente nos Estados Unidos, França, Alemanha e Holanda. Assim, a regulamentação é feita através de agências vinculadas ao governo. São agências de intercâmbio que tem autorização do governo para se dedicar a este tipo de intercâmbio.
O país de maior procura de Au Pairs é os Estados Unidos e inevitavelmente as atenções acabam convergindo para lá.

São pré-requisitos pra ser uma au pair:
- a maioria das agências só aceitam mulheres; isso porque a maioria das famílias que querem a au pair preferem mulheres;
- tem que ser solteira;
- precisa ter carteira de motorista; pois provavelmente a au pair será a responsável por levar e buscar as crianças em seus afazeres e compromissos diários;
- precisa saber nadar; isso virou um pré-requisito porque muitas das casas que recebem a au pair possuem piscina;
- precisa ter um certo nível de conhecimento do idioma; é esperado que a au pair se relacione com a(s) criança(s), que entenda quando a criança fala o que dói, quando pede comida. É esperado que a au pair ajude a criança com os deveres escolares;
-  precisa  ter alguma experiência comprovada com crianças, gostar de crianças. Este item pode ser algum trabalho voluntário em creches ou coisa assim. A candidata a au pair  somente precisa de uma declaração dizendo que fez 200 horas de trabalhos com crianças  e como foi o seu desempenho cuidando de crianças. A candidata a au pair também pode ser babá durante as férias para alguma família de amigos e desta forma conseguir a declaração  para se inscrever no programa;
Vejo este programa como uma excelente oportunidade para as meninas que deixaram a oportunidade de passar o high school, que não puderam ir para um high school por qualquer motivo:
- ou por não ter recursos para fazer um programa de high school;
- ou por ter deixado passar o prazo;
O programa tem regras rígidas. E se decidir ir para um programa desse tipo, tenha em mente que deverá seguir e se enquadrar. É o tipo de programa que não se adapta às suas necessidades e sim o contrário.

As vantagens de se fazer um programa au pair:
- alguns programas disponibilizam uma bolsa de estudos para as meninas au pairs. E é possível fazer curso(s) enquanto está no programa. Como a au pair tem algum tempo livre nos horários que a família toda está em casa, ela costuma se inscrever em cursos noturnos. Algumas meninas são au pairs de crianças em idade escolar e durante o período que as crianças estão na escola, é possível se dedicar a algum estudo, por exemplo;
- O custo é baixíssimo e, normalmente,  já inclui passagem de ida e volta. O custo do programa é baixo porque este custo é pago pelas famílias que querem a au pair;
- a au pair tem ganhos na moeda do país de destino. O país mais vantajoso é os Estados Unidos, aonde uma au pair ganha por volta de USD 176,00/semana. Em um mês é possível juntar entre USD 700 a USD 1000. E se a au pair souber juntar, depois de 12 meses (ou 24 meses se estender) poderá voltar ao Brasil com uma grana considerável;
- a au pair tem folga e tem essas folgas respeitadas;
- a au pair só tem que fazer o serviço da casa que estiver relacionado à criança (ou crianças);
- as regras são muito respeitadas, pela au pair e pela família e por isso o programa dá muito certo;
- as meninas que são au pairs são muito unidas. Se você procurar na internet, existe um monte de comunidades de au pairs, dando dicas, conselhos e etc. Não dá pra acreditar em tudo o que se lê, mas se você souber filtrar o que lê, poderá ser de grande ajuda. Mesmo nas redes sociais é possível encontrar muita coisa a este respeito;
- au pair latinas são muito bem vindas porque são mais amorosas com as crianças.

As desvantagens do programa au pair:
- você não sabe quando vai embarcar, não tem uma data definida. O seu dossiê vai para uma agência no exterior, que dirá se pode te aceitar para o programa. Ao ser aceita, o seu dossiê é disponibilizado para as famílias cadastradas para o programa au pair. As famílias entrarão em contato com você por telefone, até  uma família achar que você seria a pessoa ideal para cuidar das crianças.  Aí acontece aquilo que se chama de matching. Uma coisa é certa: uma candidata a au pair quando atende uma ligação dessas tem que demonstrar vontade de ir e  interesse no convívio com as crianças.  Um bom exemplo: ao receber uma ligação de uma família e se a família tiver crianças maiores, seria legal a au pair pedir para conversar com as crianças ao telefone;
- você não tem como escolher em qual região do país será colocada, visto que são as famílias que dão o OK, que dizem “é esta aqui”;
- você pode ser babá de apenas uma criança ou de várias e de qualquer idade, desde recém- nascido até idade escolar. Pode ser que a família tenha alguma criança com necessidade especial;
- você precisa entender que isso não é highschool e fazer amigos vai depender muito de você. Se sua família tiver uma vida social ativa, é bem provável que você conheça pessoas. Mas se a família for do tipo que não sai de casa, é necessário que você entre para clubes, academia de ginástica, frequente igrejas, assista a eventos quando possível para se juntar a um grupo. Você somente fará amigos se fizer parte de um grupo, do contrário, passará o intercâmbio sem amigos;
- se a au pair tiver reclamações da família e vice-versa, as partes são ouvidas. Normalmente a reclamação existe porque alguém não seguiu regras. Normalmente, a parte que não se adaptou, seja a família, seja a au pair , “é demitida” do programa.


Alguns casos que eu escutei de meninas que foram e que podem ajudar você a decidir se tem condições e se quer ir para um programa de au pair:
Case 1: A Lívia me disse que estava numa família com 2 crianças de 4 e 2 anos. Ela se apegou demais às crianças. O casal tinha algumas brigas e nessas horas, ela tentava distrair as crianças. No entanto, apesar dos quebra-paus,   o pai e a mãe se gostavam. Livia conheceu os 51 estados americanos porque, durante o inverno, o pai e a mãe olharam um pra cara o outro e disseram: não aguentamos mais ver neve e ficar dentro de casa. Carregaram o carro e viajaram durante três meses pelos EUA todinho e carregaram as crianças e lógico, a au pair.
Case 2: Renata chora de saudade das crianças. Ela tinha 4 crianças para cuidar e o menino era bipolar (tinha frequente variação de humor e algumas vezes a maltratava). No entanto, até hoje chama as crianças de “minhas crianças”. Disse que durante a noite, quando as crianças tinham medo do escuro, chamavam por ela e não pela mãe. Ela fazia de boa vontade, mas algumas vezes bêbada de sono.
Case 3: Carol foi para uma família aonde os pais eram médicos e professores universitários e muito ausentes em casa. Ela praticamente foi pai, mãe e au pair das crianças e as crianças carentes demais.  Fez dois anos de au pair. Emendou o programa de au pair com o programa pra trabalhar na Disney
Case 4: a família gostou tanto da Cybelle e fez uma espécie de adoção da Cybelle.  A família pagava universidade pra Cybelle para que ela pudesse ficar mais alguns anos nos EUA e ajudar a mãe de lá.
Case 5: a família tinha um negócio próprio, uma empresa, achou que  a menina au pair era muito inteligente  e determinada e ofereceu emprego na empresa deles para a au pair ao término do programa de au pair.
Case 6: Luciana era consumista e gastava tudo o que ganhava com perfumes, roupas e etc. Nunca tinha dinheiro para viajar nas folgas com os amigos e voltou do programa sem nadinha. Mas valeu pelo programa.

O VISTO:
As organizações internacionais disponibilizam documentos que possibilitem fazer o visto. Trata-se de um visto especial.
No entanto, tenha em mente que, independente dos documentos internacionais, você deverá ir bem documentada ao consulado, ser honesta e bem convincente na entrevista com o cônsul. Ou seja, independente de você ter documentos dizendo o que você está indo fazer no país de destino e etc.. você tem que provar ao consulado suas reais intenções e se tem vínculos com o nosso país que lhe permitem voltar pra cá. OK?

Se você leu e gostou, paraara participar deste tipo de programa, basta procurar uma agência de intercâmbios no Brasil que tenha o programa.
Vai com fé e seja feliz!
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