segunda-feira, 16 de maio de 2016

Vou "me dar bem" no meu intercâmbio? Depende...








Se você pegar um manual de como se dar bem num intercâmbio, lá está escrito  que você precisa ter maturidade, disciplina, tolerância, paciência e ter habilidade de se comunicar na língua do país.

Tudo isso é extremamente importante. Mas, vou além disso.

Primeiro de tudo, é preciso ser uma pessoa fácil de lidar, a tal de “easygoing” .

Segundo: ser prestativo, ser humilde (no sentido nobre da palavra, de reconhecer que você não sabe tudo, que precisa aceitar ajuda, ouvir conselhos e etc).

Terceiro: ter empatia, aprender a fazer aquele exercício básico de se colocar no lugar do outro: ou seja, se você estivesse na situação inversa, de estar hospedando alguém em sua casa, como gostaria que esse alguém fosse, como gostaria que esse alguém tratasse os seus pais, como gostaria que esse alguém usasse o banheiro da sua casa, como gostaria que esse alguém se comportasse nas situações mais difíceis da família, ou numa discussão ou numa celebração importante para família...

Quarto:
Outra coisa: vai ter que aprender “a engolir sapos” e desenvolver um senso de humor afiadíssimo.

Quinto:
Também precisa ser cara-de-pau, muito cara-de-pau.


Explicando...


EASYGOING
Ninguém consegue ficar muito tempo do lado de alguém que reclama de tudo, que nada está bom, que critica a tudo, que não gosta de nada. É assim com amigos, com parentes, com nossos avós, com os vizinhos, com namorado(a), marido, esposa, o cara da fila do banco e etc...

Alguns desses relacionamentos acima citados,  que fazem parte de nossas vidas e de nosso dia-a-dia, a gente é obrigado a aguentar, não se tem opção, por exemplo: um pai tem que aguentar o filho, não tem opção. Mas, alguns temos a opção de não aguentar.

Para a família hospedeira, para a escola, para quem vai te receber no programa de intercâmbio...TE AGUENTAR É UMA OPÇÃO.

Certo dia, apareceu um menino podre de rico, lindo e inteligente para se candidatar ao intercâmbio de high school. Ele tinha estudado nos melhores colégios bilíngues de São Paulo, tinha excelentes notas e um inglês na ponta da língua. Tinha personalidade forte (eu gosto disso). E qualquer um de vocês diria que é o candidato perfeito para um high school. Mas eu me vi obrigada a  reprová-lo na seleção para o programa de high school. Durante a entrevista, aonde estavam presentes o menino e o pai natural, o menino bufava com o pai, menosprezava cada palavra dita pelo pai com olhares e caretas, não olhava nos olhos para falar, era arrogante, mal-educado, nada estava bom. Então, no final da entrevista eu lhe disse: "_eu sinto muitíssimo, mas eu não posso te aceitar para o intercâmbio de high school. Você é metido, arrogante, mal-educado, mal-humorado, nada está bom. O seu pai aqui, que eu admiro demais, ele sabe tanto que já chegou no mais alto grau de evolução, ele tem humildade. Ele te aguenta porque ele é obrigado, ele não tem opção. Mas no intercâmbio, ninguém vai te aguentar e você vai me dar dor de cabeça o intercâmbio inteiro. E outra, eu respeito e tenho um compromisso também com as famílias hospedeiras e as escolas com as quais eu trabalho." Pode até ir com a concorrência, mas não comigo.
Nem sei como nunca apanhei entrevistando gente para o programa de high school. Sobre este caso, o menino ficou muito bravo, nunca mais falou comigo mas o pai me agradece até hoje por eu ter dito isso. Disse que ele ter ouvido isso de alguém que não ele (o pai) fez muita diferença. O pai do menino chegou a me telefonar para me convidar para ser sócia dele num negócio.

Por isso digo:
- quem tem as famílias mais bacanas do intercâmbio? é aquele candidato que não fez exigências na documentação, aquele que disse "tanto faz" para toda e qualquer situação. É o candidato que, ao preencher a documentação,  não colocou observações do tipo, não gosto disso, não quero aquilo, odeio isso....
- quem se dá bem no intercâmbio? é aquele que topa tudo, que não reclama de nada e que tira proveito de todas as situações, sejam elas boas ou não tão boas.
- é aquele candidato que conversa com todos e sobre tudo: conversa com gente da sua idade, com idosos, com casais, com crianças, não importando condição social, raça, religião ou o quer que seja.
- é o que sorria, o que ri até de si mesmo.
- é o que ajuda a família na missão: "vamos ver que cor era a parede original desta casa?"

Exemplos, eu tenho muitos, mas acho que estes clareiam o que quero mostrar:
- vamos supor que você está no seu intercâmbio e a tua mãe hospedeira peça pra ajudá-la a arrumar a dispensa da casa. Você tem duas alternativas: fazer isso por obrigação ou fazer disso uma coisa muito dez. Você pode bater altos papos com sua mãe hospedeira enquanto ajuda na arrumação. E você vai descobrir coisas muito legais sobre ela, estreitar/afinar a amizade entre vocês e descobrir a verdadeira razão pela qual ela tem 76 latas de molho de tomate na dispensa. Enquanto isso, você treina a língua do país e na próxima compra de supermercado, você ensina sua mãe hospedeira a fazer uma lista de compras para ir ao mercado. E para fazer a lista, que ela deve olhar a dispensa. Ela ficará muito agradecida a você por esta dica maravilhosa, sabia? Agora, você já imaginou o que vai virar se você fizer a mesma coisa mas reclamando e bufando? Então, qual é o melhor? (parece besta né, mas aconteceu de verdade).

- se o seu vizinho, lá no seu intercâmbio, te convida para um piquenique, você pode pensar... “nossa, que coisa brega, piquenique com esse bando de crianças remelentas, toalha no chão, insetos... aff...” Mas em vez disso, você pode aceitar o convite, ir pro piquenique, elogiar os bolos do piquenique, brincar com as crianças, jogar queimada, contar piada, tocar violão, ensinar uma brincadeira brasileira e rir muito. Dá próxima vez que o vizinho for fazer um passeio, ele e a família toda saberão que, se levarem você, tudo fica mais divertido. Você tem a capacidade de melhorar uma situação. E olha que esse próximo passeio pode ser uma viagem muito legal...pode ser uma viagem a Califórnia, por exemplo.

Portanto, as melhores coisas acontecem para quem leva tudo numa boa, pra quem encara as coisas de forma positiva e tira as melhores lições disso. Percebeu? Então, agora vai e aplica no seu dia-a-dia, não precisa esperar o intercâmbio chegar pra por em prática... abraça a ideia desde já. Você só tem a ganhar com isso.

O nosso outro item, o segundo item das características que todo intercambiário de ter/ser:- ser prestativo, ter humildade e pedir ajuda (sempre).



Situação: você está em outro país, aonde as pessoas falam outra língua, elas tem outros hábitos, elas pensam diferente, são outras leis, outro fuso-horário, outro tudo e você ainda não tem amigos... tudo o que você mais vai precisar é de AJUDA.
E na experiência do intercâmbio, assim como na vida, a gente tem de volta, aquilo que a gente distribui: se você ajuda, você será ajudado.
Não importa se aqui no Brasil você é filho de alguém importante, se você tem um sobrenome que te dê status, se você tem muito dinheiro...aí, no intercâmbio,  você só é o ZÉ e o ZÉ ...bem você VAI PRECISAR DE AJUDA. Você é só um estrangeiro sul-americano.

Mas aí vem outra coisa: se você não pedir ajuda, ninguém sabe que precisa de ajuda. Você vai precisar PEDIR AJUDA. E pedir ajuda com HUMILDADE. Humildade pra aprender uma coisa nova. Você foi pro intercâmbio TAMBÉM para aprender coisas novas e para derrotar suas fraquezas.
Um exemplo?
-Se você brincar com seu irmãozinho menor enquanto sua mãe hospedeira termina o jantar, ela vai lembrar disso quando você precisar de ajuda com a lição de história.
- Se você mostrar para o seu professor que você tentou fazer lição, mas que a dificuldade da língua o impediu de fazer tudo como gostaria, o professor ajudará você com a lição.
- Se você ajudar o faxineiro da escola segurando a escada para ele, ele vai te dar carona no dia de chuva

É tudo uma troca.

Lucas, um dos meus meninos intercambiários, sempre se oferecia para olhar as crianças na piscina para que a mãe hospedeira pudesse cuidar de todo o restante da casa e dos afazeres. A mãe hospedeira estudava com o Lucas. Mas Lucas passou a ir mal da matéria de História. A mãe foi até a escola e combinou com a professora de História o seguinte: a cada aula, a professora de História mandaria no e-mail da mãe o que foi dado em sala de aula. E desta forma, a mãe hospedeira conseguia ajudar o Lucas a estudar e recuperar as notas. Lucas se apegou às crianças (e vice-versa) de uma tal forma, que a família hospedeira mudou datas de viagem para que Lucas pudesse ir junto e realizar alguns sonhos.


Você sabe o que significa EMPATIA?
Talvez você já pratique, só não sabe que este é o nome.
Empatia vem do grego, empáthea, ou tendência para sentir o que você sentiria se estivesse na situação da outra pessoa e sob as circunstâncias experimentadas por ela.
É colocar-se no lugar do outro para saber o que está sentindo.
Nos momentos mais difíceis, precisamos muito mais de nossa empatia do que racionalidade, intelectualidade ou qualquer outro nome desse aí.

Para estabelecer novos e bons contatos, por exemplo, precisamos jogar fora pensamentos pré-construídos sobre o jeito de ser do outro. Geralmente, quando criamos uma imagem de alguém, sem procurar conhecer a pessoa previamente, corremos o risco de cometer equívocos e julgamentos indevidos. Acreditar em opiniões pré-concebidas faz com que nossos relacionamentos sejam baseados na desconfiança.

Ao praticar a empatia, estamos nos abrindo a ouvir e a conhecer de verdade as pessoas ao nosso redor. Assim, temos a oportunidade de descobrir que, mesmo que tenham comportamentos e pensamentos muito diferentes dos nossos, é possível interagir com estas pessoas.
Ser empático não é falar pelos cotovelos, não é bem isso. O detalhe é saber ouvir, é perguntar a opinião do outro.. Pessoas que são boas ouvintes demonstram grande grau de amabilidade, confiança e amizade.
Para adotar esse sentimento na sua vida é necessário distinguir entre o que você considera aceitável do que é inadmissível que o outro faça com você. É importante ressaltar que empatia não é a mesma coisa que simpatia. Quando dizemos que alguém é simpático significa que essa pessoa é, por natureza, mais extrovertida e comunicativa. No entanto, ter empatia depende da sua postura frente ao outro, a fim de nutrir bons laços sociais, além de oferecermos gentileza e cordialidade.

Se você é uma pessoa que sofre por não receber a empatia do outro, se questione:
- Como você se comporta diante de outras pessoas?
- Tenta manter uma atitude de ostra sempre que tocam em assuntos que você considera inadequados ou exprime verbalmente que você não quer falar sobre isso?
- Você é uma pessoa que mantém uma atitude considerada por você como característica de alguém tímido, não cumprimentando os outros e se abstendo de dizer palavras como "obrigado" e "com licença"?
-Será que você não anda fechado demais em seu mundo, pensando nos seus problemas e assim, acaba se fechando para que o outro se aproxime de você?
- Será que realmente faz parte de seus planos tecer boas relações interpessoais ou você prefere manter relacionamentos mais superficiais?

Vamos por em prática?
Vamos supor que sua família não deixou você sair a noite, com uma galera para ir a uma festa. Sua mãe justificou dizendo que não conhece o lugar aonde a festa será dada e que estas pessoas que querem te levar não são confiáveis. E você insiste, bufa, quer voltar embora do intercâmbio. Tenta se colocar no lugar dela: se alguma coisa acontece com você nesta festa? Ela sabia que era inadequada. Por que deixou então?
Se você recebesse um intercambiário na sua casa aqui no Brasil, e ele se fizesse amizade com uma “turma da pesada” que pratica pequenos furtos, mas esse intercambiário achou essa turma fantástica, essa que é a turma legal, né. O que você acharia se os seus pais proibissem o intercambiário de se encontrar com esse pessoal?

Enfim, para cada situação que não aceitar ou não entender, inverta a situação e se coloque no lugar de.


Falando sobre o item ENGOLIR SAPOS.... ...o que exatamente isso significa...

Significa que no programa de intercâmbio, na sua estada, na família, na escola ou uma outra situação qualquer é esperado que você seja o primeiro a ceder. Ceder em quê, quando, por quê?

Imagine você e seu irmão hospedeiro assistindo a um programa na TV. Eu lhe pergunto: quem fica com o controle da TV? O teu irmão hospedeiro, óbvio.

Os hospedeiros podem não ser exemplos de hábitos de higiene a serem seguidos, mas você deverá se comportar como uma samambaia de garagem toda vez que sua mãe hospedeira soltar um estrondoso pum do seu lado, ou o seu pai resolver cantar ópera com um longo arroto.

É óbvio que, ao dividir as tarefas da casa, aquelas que eles sempre odiaram fazer, serão as suas tarefas, por exemplo: limpar o cocô do cachorro.


Um adendo: os seus hospedeiros nunca deram um banho no cachorro e o cachorro fede. Mas lembre-se: o cachorro da casa não é seu amigo. Para o cachorro, você é só um estranho que apareceu do nada. Esta é uma forma de conquistar o cachorro da família, dando banho nele. Ele pode virar seu amigo e parar de rosnar para você cada vez que você abre a geladeira da casa.

Um belo dia, você descobre que o seu irmão desenhou uma carinha de smile (feliz da vida) no calendário, exatamente no dia que você vai embora, no dia que você vai voltar pro Brasil... você pode reagir de dois jeitos: se estressando ou encarando com bom humor... É mais fácil encarar com bom humor, com a mesma carinha SMILE.
Assim como o último pedaço da pizza não é seu, é de alguém da casa.

Mas note existe uma diferença muito grande entre ceder, engolir os sapos e ser humilhado. Você não foi pra intercâmbio para ser humilhado, jamais! Por isso que eu gosto de intercambiário de personalidade forte.
Uma vez, um estudante de intercâmbio, assistindo a um filme com a família hospedeira, tinha uma cena em que o bandido do filme foge para o Rio de Janeiro – Brasil pois aqui, segundo o roteiro do filme,  jamais seria preso ou punido. Então, eis que um dos membros da família hospedeira, por analogia e falta de conhecimento, faz o péssimo comentário e diz: “Mas, então, no Brasil só tem ladrão”. Lembrando que o que os estrangeiros tem de informação do Brasil chega pelos meios de comunicação e que eles não tem exatamente noção, a resposta para esta infeliz colocação é: “ eu sou do Brasil, eu não sou ladrão, o meu pai não é ladrão, os meus amigos também não e nem ninguém de meu relacionamento.”

E tem mais: você deve se sentir orgulhoso disso tudo.
Então que fique claro: você deverá ser humilde para assimilar e aprender, mas não permitir ser humilhado. Combinado?


SEJA UM CARA-DE-PAU...

Uma das grandes dificuldades dos intercambiários é fazer AMIGOS, mais precisamente AMIGOS NATIVOS.
O que a gente vê é  intercambiários se juntando a intercambiários, sejam estes do mesmo país, sejam de outros países.
Não que você não possa fazer amizade com intercambiários, lógico que pode e deve, afinal eles estão na mesma situação que você e podem lhe dar dicas valiosas. Mas vamos ser honestos aqui um com o outro? É o amigo mais fácil de fazer, né não? É o que dá menos trabalho... facinho... facinho...O intercambiário de outro país é tão estrangeiro quanto você, vai saber compreender quando você sentir falta de coisas e pessoas e saudade e mais um tantão de coisas... olha que máximo! Sim, você também foi para um intercâmbio para conhecer novas pessoas, mas acima de tudo, conhecer os hábitos e costumes locais e isso só virá com os amigos nativos.

A maioria dos países aonde todo mundo vai para fazer um intercâmbio é um país rota do mundo, cobiçadíssimo, a exemplo de Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia... todo mundo vai para esses lugares. O que não falta é intercambiário nesses lugares. Se você quer ser mais um, sem fazer história, sem marcar a vida daquele lugar e daquelas pessoas, sem se tornar importante, sem marcar sua trajetória por lá, faça isso mesmo: vai pra lá e se junte aos outros intercambiários.

Procura pra mim, alguém que foi pra Zâmbia. Achou? Não né?!... você até foi no Google pra ver alguma coisa sobre Zâmbia agora...descobriu até aonde fica. Bem, se você fosse pra Zâmbia, com certeza, não teria “panelinha” de intercambiário pra você se juntar. E com toda certeza do mundo, você seria o centro das atenções lá na cidade lá na Zâmbia, todo mundo ia querer ser o seu amigo. Mas você não está indo pra Zâmbia, não é mesmo?

Mas você pode se tornar importante na vida das pessoas, marcar uma trajetória, fazer amigos para a vida toda, tudo isso que faz a diferença ... mesmo indo para os lugares mais cobiçados do planeta no quesito intercâmbio.
Como? Fazendo um monte de amigos lá, os NATIVOS.
Como? Sendo um cara-de-pau...
O que é ser cara-de-pau? Como se aplica isso no dia-a-dia.? É simples.
Como ser um cara-de-pau e como isso pode fazer com que faça amigos? ...

 Um dos grandes erros que a maioria dos intercambiários cometem é se juntar a pessoas isoladas, pessoas no estilo FOREVER ALONE.

Imagine a situação:
O intercambiário chega num ambiente, faz um raio-X da situação, vê um sujeito sozinho, num canto e acha que a dificuldade é bem menor em lidar com um cara sozinho isolado e é desse aí que resolve se aproximar...
E então você pensa... “o cara está sozinho, ele não tem amigo, e precisa de amigo e pode ser meu amigo e ele é nativo.... então tudo certo."
Errou de novo! Se o sujeito está sozinho num canto isolado – é porque alguma coisa está errada com ele. E não vai você lá fazer o papel de bonzinho, a não ser que você queira passar o ano de intercâmbio só com esse sujeito.
Em vez disso, grude na pessoa mais popular da escola. Como?

Assim, exercício número 1 de um cara-de-pau:
Você chega perto da pessoa mais popular da escola, aquela que conversa com todos, ri para todos, participa de tudo e diz a ela:
 “_sou um intercambiário e vi que você é bastante popular por aqui. Você quer ser meu(minha) amigo(a)? Posso me juntar a você para conhecer mais gente na escola? Isso seria muito importante pra mim. Isso me ajudaria muito aqui na minha atual situação”

Viu que mico? Mas é isso que você vai ter que fazer.

Ninguém vai te convidar pra festas. Você vai ter que descobrir quem está dando a tal famosa festa, chegar do lado e dizer:
"_soube que vai ter uma festa na sua casa, posso ir? Sou novo aqui e seria uma forma de eu conhecer mais pessoas.”
Mas não basta ir na festa, você tem que ir para a festa e fazer a diferença a ponto de se tornar o cara imprescindível em todas as outras festas. Não vale fazer caipirinha pra todo mundo, senão você será preso, mas vale ajudar com os preparativos, com a limpeza da casa, com o cachorro da casa aonde se realiza a festa. Vale até segurar o cabelo dos que estão vomitando.

Vale também pode contar histórias engraçadas, colocar músicas boas pra todo mundo curtir.
Outras coisas que ajudam a fazer amigos:
 - assista aos jogos, todos os que puder... - vá a festas e entre para esportes. Você não precisa ser bom em esportes. Você pode estar lá pra aprender e descobrir seu novo talento;
- entre para uma igreja, não importa qual; nas igrejas, os jovens se juntam num grupo e fazem viagens para aprender a esquiar, fazem trabalhos voluntários, cantam e se ajudam;
- entre para os clubes da cidade;
- faça trabalhos voluntários;
- acompanhe sua família hospedeira em todas as atividades;
- se disponível na sua escola ou comunidade, entre para o teatro, dança, esportes, banda e todo tipo de atividade possível;
 - compre uma bicicleta ou skate usados, isto possibilitará se locomover se estiver distante da cidade;
 - passeie com o cachorro;
 - ignore o computador e telefones celulares, principalmente os que têm internet embutida. Isso mesmo! Faz de conta de que você é de outro planeta.
 - seja criativo e bem humorado. Ria de você mesmo e dos micos, de tudo. Sorrir é a linguagem do rosto, é linguagem universal. Não adianta ser um cara legal – as pessoas precisam saber que você é legal, interessante, alegre; boa gente.

E não venha me dizer:
“- ah mas... eu sou tímido.”
 Lá ninguém sabe que você é tímido. Então, é só não ser tímido.
Ninguém te conhece e você pode ser aquilo que sempre quis ser, aquilo que sempre quis se tornar.
E por mais que você pague micos, uma hora você vai vir embora mesmo.
Certo?

Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só. Amir Klink

O grande objetivo de vida do ser humano deveria ser MELHORAR OS RELACIONAMENTOS COM OS AMIGOS E MELHORAR A SI MESMO.


"Me senti tão querida, tão amada por pessoas que eu só conheco há um ano!! Foi sem sombra de dúvidas: O MELHOR ANO DE TODA A MINHA VIDA. E tudo o que eu vivi, vi, fiz e aprendi aqui, eu vou carregar comigo para o resto da minha vida. Foi como você escreveu, Nina, esse é que é o melhor momento de um intercâmbio: quando você vai embora e descobre o quanto se tornou importante para as pessoas e o quanto mudou a vida delas!! Você tem a certeza de que vai, mas que está deixando pegadas de amor e de alegria no coração de muito gente...(do diário de um intercambiário na Alemanha – K)


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