sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Aos adolescentes ...





Se você é um adolescente, já deve ter se perguntado:

- Afinal o que é este tal de high school? E como fico sabendo se eu posso ir ou não?


Vou te explicar de forma simples:
Significa que, num determinado momento vai chegar o dia do seu embarque e tudo que lhe é familiar lhe será “tirado”:
- o seu quarto, suas coisas, sua casa;
- os seus pais, sua família;
- sua escola;
- os seus amigos/colegas de escola, os lugares que você costuma frequentar, a comida que você come, o clima, a língua que você fala;
- o seu cachorro, namorado(a), os outros jogadores do time, etc
Tudo isso e mais algumas coisas ficarão no Brasil.


Aí você toma um avião e o simples fato de tomar o avião, vira sua vida do avesso. Você então desembarca no país do intercâmbio:
- é outra cidade;
- é outra família, com hábitos diferentes, com outra maneira de educar os filhos, você chega nesta nova família sem saber do passado deles e o que é ou não importante para eles e vai ter que descobrir;
- é outra escola, as aulas são em outra língua e você tem que tirar notas;
- você não tem amigo algum e se quiser, vai ter que fazer. E para fazer amigos precisa ser simpático, sorrir, ser cara de pau e esquecer que você era um tímido no Brasil;
- é outro cachorro, que não te conhece e vai rosnar pra você;
- é outro clima, outro fuso horário e dependendo do lugar, por conta da gravidade, até a água gira ao contrário.
- é outro país, são outras leis.


Vai ter dificuldades nesta nova situação?
Óbvio que vai.
Quais dificuldades?
Todas.
Mas por que?


O que embarcou com você foram os seus pilares de sustentação somente: dignidade, honestidade, sua essência e tudo isso não muda de cultura para cultura.

Todo o restante mudou. Aquilo que lhe era familiar foi substituído. E você vai passar a pensar para fazer coisas simples, que antes fazia “no automático” como por exemplo:
- no primeiro dia na casa, “_levanto de pijama ou coloco outra roupa para tomar o café da manhã?”
- esse cachorro fica me olhando e não obedece. Será que tenho que falar inglês com o cachorro também?
- será que minha mãe hospedeira está brava? Como será a cara de brava dela?
- na aula de história, somente consegui entender que algum dia vai ter um teste e só entendi isso porque fala igual tanto em português como inglês, como vou fazer com a lição de casa? E nas provas?
- meus pais hospedeiros estão me dando atenção e suporte e acho que isto despertou ciúmes do meu irmão hospedeiro;
- será que eles acessam a internet? O que será que eles aprendem em aulas de história e geografia? Porque os meus colegas de escola não sabem nada sobre Brasil e fazem perguntas que para mim parecem óbvias;
- será que me deixarão no banco de reservas no próximo jogo? não entendi o que o técnico falou e fiz gol contra;
- o pessoal da escola me convidou para ir ao cinema, só que aqui não tem legenda, certo? E aí, como faço para entender o que diz no filme?

Aos poucos, você vai aprendendo a lidar com tudo isso. E vai se sentir mais forte e mais capaz. Você derrotará suas fraquezas ou aprenderá a lidar com elas, descobrirá talentos que não sabia que tinha. Você resgatará potencialidades que estavam escondidas ou adormecidas aí dentro de você.



E como você sabe se você pode ir ou não para um high school?
A pergunta que você tem que responder é: você está disposto a enfrentar tudo isso acima? Se sim, pode ir.


Entenda que todo mundo quer que o seu programa de high school dê certo. E você deve resolver aquilo que está ao seu alcance. Para as dificuldades que não dependem de você, você pode pedir e terá ajuda; seja da família hospedeira, seja dos coordenadores, seja da agência estrangeira e da brasileira. O objetivo de todo mundo é um só: que você faça um programa bem-sucedido.
Então, sentir medo e frio na barriga é normal, natural para alguém nesta situação. Mas é enfrentando o medo que nos tornamos corajoso. Não nascemos corajosos, nos tornamos.


Então, é isso:
Reescreva-se
Republique-se
Reinvente-se
E transforme-se na melhor edição de você mesmo.



High school é aquele programa que:
- ou você faz ou passa a vida arrependido por não ter feito;
- nenhum outro intercâmbio em qualquer outra fase da vida acrescenta mais que um high school;
- depois de um high school, você estará apto a viver em qualquer lugar do mundo, pode ir e vir e circular entre diferentes culturas.

- Você volta diferente de um high school (se é que vai querer voltar).

E aí? Você vai?


“Se você tem a coragem de deixar para trás tudo que lhe é familiar e confortável (pode ser qualquer coisa, desde a sua casa aos seus antigos ressentimentos) e embarcar numa jornada em busca da verdade (para dentro ou para fora), e se você tem mesmo a vontade de considerar tudo que acontece nessa jornada como uma pista, e se você aceitar cada um que encontre no caminho como professor, e se estiver preparada, acima de tudo, para encarar (e perdoar) algumas realidades bem difíceis sobre você mesma… então a verdade não lhe será negada.”
Elizabeth Gilbert, em Comer, Rezar e Amar

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Gannon University

 
Aconselho a entrar nos sites e links abaixo, a assistir os vídeos e pensar na possibilidade de cursar uma excelente universidade nos EUA.

A Gannon tem um custo anual de aproximadamente US$ 50.000 (incluindo ensino, moradia, alimentação, seguro e livros). No entanto, está com uma bolsa de US$ 26.000 para brasileiros. E o valor final por ano, com tudo acima incluso sai um aproximadamente US$ 23.000.



Sobre a cidade de Erie:
Com aproximadamente 20.000 estudantes em um raio de 32 quilômetros, Erie, na Pensilvânia, é uma cidade universitária. Bem ao lado do campus da Gannon, você encontrará oportunidades de estágio e trabalhos cooperativos com agências governamentais, empresas locais e hospitais.


Quando o seu dia na escola terminar, você também se divertirá bastante: museus, galerias, teatros e restaurantes bem no coração da cidade, a poucos passos de distância da Universidade e a 11 km das praias do Lago Erie.
A cidade, que é a quarta maio da Pensilvânia com cerca de 98 mil habitantes está muito bem localizada entre as cidades de Buffalo, Nova York e Cleveland, Ohio, e ao norte de Pittsburgh.
Erie https://www.youtube.com/watch?v=Ugbep-PzvQM


Sobre a Universidade - http://www.gannon.edu/
A Gannon University é uma universidade católica privada dedicada à excelência no ensino.
Professores e funcionários preparam os estudantes para serem cidadãos globais através de programas baseados nas artes liberais, ciências e especializações profissionais. 
A Universidade oferece uma experiência de aprendizado abrangente e centrada no valor que enfatiza a fé, liderança, inclusão e responsabilidade social.

Os programas acadêmicos inovadores ajudam a avançar nas carreiras de graduados, permitindo que eles se tornem líderes em suas profissões e comunidades em todo o mundo. Quer um exemplo? A Gannon é a única Universidade privada dos Estados Unidos a utilizar KINARM (Kinesiological Instrument for Normal and Altered Reaching Movements) em cursos de graduação.

Os mais de 4.300 alunos dos mais de 140 cursos oferecidos pela instituição podem escolher entre mais de 50 programas acadêmicos. http://www.gannon.edu/Academic-Offerings/


As turmas pequenas oferecem uma abordagem educacional muito mais personalizada.

É fácil fazer amigos e encontrar coisas para fazer aqui. A vida no campus tem ambiente acolhedor e amigável, além de contar com inúmeros eventos culturais promovidos pelas mais de 75 organizações presentes.

Com excelente posição nos Rankings americanos e reconhecida internacionalmente a Gannon University disponibiliza bolsas de USD 26.000,00 para alunos brasileiros em todos os cursos de graduação!
O posicionamento no ranking americano e mundial (Gannon University Rankings), de acordo com a universidade:
#48 in Regional Universities North
#28 in Best Colleges for Veterans
#9 in Best Value Schools
#82 in Best Undergraduate Engineering Programs.

A Gannon também oferece curso de inglês para quem ainda não tem nível suficiente para frequentar os cursos de carreira da universidade e os valores anuais são os mesmos, mas a universidade faz uma divisão do calendário do curso de inglês a cada 9 semanas. No final, dá na mesma: 1 semestre = 18 semanas. Faz um semestre de inglês e se precisar, faz mais um semestre de inglês antes de iniciar os cursos de carreira.
Hoje tem 3 brasileiros na Gannon distribuídos em aproximadamente 4.500 alunos no Campus.




Believe in possibilities - https://www.youtube.com/watch?v=0fIcKsqEwa0  


 

domingo, 6 de outubro de 2019

E por que essas famílias hospedam?


O que elas ganham com isso? Qual o verdadeiro motivo?

Estas são algumas das perguntas que eu escuto quando digo que as famílias são voluntárias e não recebem nenhuma vantagem ou incentivo financeiro para hospedar um estudante de high school.

E são diversos os países onde a família é voluntária para hospedar:
- Estados Unidos (no programa J-1)
- Bélgica
- França
- Alemanha
- Áustria
- Finlândia
- Noruega
- Dinamarca
- Suíça
- Suécia
- Itália
- Rússia
- Argentina
- Chile
- Holanda

Os motivos são vários, são genuínos e de acordo com o espírito do programa:
- porque querem dar uma experiência diferente aos filhos, para que os filhos conheçam outra cultura
- porque tem crianças adotadas e querem que as crianças conheçam mais sobre a cultura de onde vieram
- porque adoram jovens (no caso, adolescentes)
- porque os filhos já casaram e sentem falta de filhos dentro de casa
- porque o filho-filha demonstrou interesse em ter um irmão ou irmã
- porque o vizinho hospedou e adoraram o intercambiário do vizinho e acharam genial a experiência
- para conhecer pessoas novas
- para ver se o filho ou a filha segue o exemplo do intercambiário e melhore as notas, melhore como pessoa

E o mais legal é que não fica apenas na hospedagem. Tem que fazer parte da família.
O que eu acho mais bacana é o tanto de coisas que fazem pelos meninos e meninas intercambiários.

Certa vez, um high school ganhou bolsa integral para jogar beisebol pela Universidade de Chicago. No entanto, precisaria passar por exames médicos, por conta dos problemas de saúde. Os exames ficavam em US$ 5.000. Os pais daqui disseram pra ele esquecer isso e voltar. Mas no dia da formatura, a família hospedeira entregou um envelope a ele com os US$ 5.000, haviam feito uma "vaquinha" entre eles. E o menino fez os exames e foi admitido pra jogar pela Universidade de Chicago, com bolsa de 100%.

Eu já vi bastante coisa (mas ainda não tudo)...
- já vi um pai hospedeiro vender refrigerantes na porta de um show pra poder fazer uma festa de aniversário para o intercambiário
- já vi um pai hospedeiro levar a menina intercambiária quase todos os dias na cidade vizinha para que ela praticasse o balé.
- já vi mãe hospedeira levar o menino intercambiário várias vezes por semana para tocar piano e fazer fisioterapia para que os dedos das mãos funcionassem direito por conta de um acidente do passado
- já vi família hospedeira fazer um fuzuê na cidade porque o filho intercambiário ia disputar a final do campeonato e todo mundo precisava assisti-lo.
- já vi famílias falarem: "faz o teste na universidade aqui da cidade, se você passar, você pode morar comigo e eu pago a universidade."
- já vi uma mãe americana sair de New Hampshire e dirigir até a Califórnia porque o filho intercambiário tinha o sonho de conhecer a Califórnia.
- já vi estudante ganhar um tour pela Europa porque tinha paciência com o irmão autista e se tornou um grande amigo do irmãozinho holandês.
- já vi intercambiário voltar pra visitar a família porque a família hospedeira pediu, visto que as crianças sentiam muita falta dele.
- já vi irmãos do high school chamarem o brasileiro pra padrinho de casamento, para assistir a formatura, pra ir no nascimento do filho e etc.
- uma mãe hospedeira canadense dizer: "não sei como será minha vida sem ela aqui e não entendo como posso amar tanto alguém que nem pari."
- meninos intercambiários me falarem "_consegui tirar meu pai da depressão e hoje ele se sente menos culpado por alguns acontecimentos do passado".
- etc etc etc


As historias são muitas, mas o que é preciso saber que esses meninos e meninas intercambiários conquistaram isso, pelo jeito de ser.
O menino da bolsa de Chicago era o único que tinha paciência com o irmão hiperativo americano. Sentava-se com o irmão e o ajudava com a lição de casa todos os dias. E então, a gente entende também a gratidão da família hospedeira.

O programa de intercâmbio sugere troca, é troca. E dedicação. Esses intercambiários fizeram a diferença na vida de suas famílias hospedeiras e por onde passaram.
Acredito que cada intercambiário tenha uma missão. E cada um tem que descobrir qual é a sua.  Mas, o final da historia é sempre ter contribuído para melhorar a vida de alguém e de alguma forma fazer algo para que o mundo seja um lugar melhor. E também se tornar um ser humano melhorado.

E você, já descobriu qual é a sua missão?

O ano passado, recebemos na FYI uma família hospedeira e o intercambiário e fizemos uma sequência de videos que contam a história:
https://www.youtube.com/watch?v=C6SyFRq_u3U
https://www.youtube.com/watch?v=qbTlcgoIZTI&t=59s
https://www.youtube.com/watch?v=Vr2wE_gLg-s&t=5s
https://www.youtube.com/watch?v=KDsHtA1DXlo
https://www.youtube.com/watch?v=dmfaAy2WKZg&t=29s
https://www.youtube.com/watch?v=L0HM92rE6ts
https://www.youtube.com/watch?v=1grQTM8GSRU&t=83s





terça-feira, 10 de setembro de 2019

A vida é curta e o mundo é grande...




“Estava nos primeiros dias do meu intercâmbio. Minha família hospedeira tinha uma TV na cozinha. Toda manhã, quem acordava primeiro ligava a TV e quem saía por último desligava a TV.  E como eu estava fazendo o high School na Califórnia, tinha uma diferença de fuso de 3 boras a menos quando comparado com New York. Então, enquanto em NY as pessoas estavam começando o trabalho no escritório, nós estávamos acordando na California.   

Pois bem, eu acordei, me sentei na cozinha para tomar o café com a TV ligada. Vi aviões trombando num prédio em NY e achei que fosse propaganda ou trailer de um novo filme no cinema. Desliguei a TV e fui para a escola. Somente quando cheguei a escola é que pude entender o que tinha acontecido. E como acreditar que aquilo tinha de fato acontecido."

Esta foi a narrativa de um estudante ao que aconteceu em 11/09/2001.



Quando a gente chega no intercâmbio, por mais que você saiba inglês, o cérebro funciona assim:

- Alguém te fala algo em inglês;

- Você para e pensa o que aquilo significa em português;

- Se estiver num diálogo, você pensa uma resposta em português, passa sua resposta do português para o inglês ainda na sua cabeça, coloca a entonação e as palavras que você conhece e aí então fala em inglês.

Este processo todo aí costuma dar dor de cabeça na gente.

Isto significa dizer que você não entende o noticiário da TV, entende algumas palavras.



Quando aconteceu o 11 de setembro, a maioria dos intercambiários tinha acabado de embarcar para o início do ano letivo americano. Muitos intercambiários viram e não entenderam a reportagem na TV e acharam que era propaganda de um filme que ia estrear. Os intercambiários souberem da tragédia pelos pais brasileiros e pelos professores na escola americana.

Na ocasião do 11/09 muito se falou... chegou-se a falar que aquilo seria o estopim para a III Guerra Mundial.  Em seguida ao 11/09, os Estados Unidos invadiram o Afeganistão e existia um medo no ar de que algo de ruim iria acontecer no mundo todo. Em seguida a tudo isso, veio ainda o episódio das cartas que chegavam pelo correio dos EUA contaminadas com um pó, um vírus poderoso chamado antraz.  Este episódio contribui muito para o pessimismo após o 11 de setembro. 

As pessoas ficaram com medo de sair de casa, quanto mais viajar para fora do país. Os pais brasileiros pediam aos filhos nos EUA ou que estavam pelo mundo que voltassem para casa no Brasil aonde estariam seguros.  Mas os filhos se recusaram a voltar e diziam aos pais que, lá nos EUA, a vida continuava normalmente, que em cada casa tinha uma bandeira dos EUA por conta de tudo, pelo luto, pelo respeito, pelo amor ao país, mas que eles tocavam a vida normalmente. Os filhos também diziam que nada daquilo que a TV brasileira estava fazendo de exploração e sensacionalismo ... nada daquilo chegava até aonde estavam. 

Medo, medo de tudo, medo disso, daquilo, os medos....


Conversei com meus estudantes para sentir como estavam todos e uma amiga coordenadora do high School nos EUA que aqui chamarei de JK me disse, entre outras coisas, o seguinte:


“- não interrompa sonhos ou planos por conta de coisas que não dependem de você, por conta de medos de coisas que você não controla.”

"_ Precisamos tomar cuidado com a proporção que nossos pensamentos tomam... Pensamento não se pega, não é palpável, mas se você alimenta os pensamentos, fica de tal forma, toma tamanha proporção e importância que passamos a ficar na dúvida se realmente é só um pensamento seu, se tem fundamento... uma coisa é certa: pensamentos não são fatos. O que você acha, é só o que você acha, não é um fato."

"_ E nunca deixe de fazer nada por conta de medo, seja do que for. Enfrentemos o medo. Senão daqui a pouco teremos medo de ter filhos para não expor ao lado de fora, daqui a pouco não sairemos mais de casa para trabalhar, daqui a pouco deixaremos de viver. Não adie sonhos por causa de medos. Enfrente-os. Ninguém nasce corajoso, torna-se. E a única forma de tornar-se corajoso, é enfrentando nossos medos. "

"_todo dia, quando acordar, pense que se aquele fosse seu último dia de vida, o que você faria. E então faça. Viva intensamente e muito e um dia de cada vez, como se fosse o último. O problema é que um dia você acerta.”

Com certeza, minha amiga JK contribuiu para que este mundo fosse um lugar melhor. Ela já se foi. Quando descobriu que estava com doença degenerativa, comprou um trailer em formato de casa e viajou até aonde conseguiu. E aonde quer que ela esteja, ela continua me inspirando. Thank you.


Ainda sobre o 11 de setembro, algumas pessoas se salvaram por não estar onde deveriam estar no momento que aconteceu:

- Gente que esqueceu algo em casa e teve que voltar para buscar;

- A mãe que voltou para trocar a criança que se cagou toda bem na hora de sair;

- O que perdeu a hora porque o despertador falhou;

- Gente que pegou trânsito e se atrasou.

- O que perdeu o ônibus...

- E etc.

Todos eles se salvaram. Então, pare de reclamar quando algo não sair como você programou ou planejou. Pode ter sido a melhor coisa que te aconteceu.

Agradeça, se benza, não pare e siga adiante. Sempre em frente.


quinta-feira, 22 de agosto de 2019

_ Pê, lembra de mim?

Hoje, entrei no restaurante para almoçar e alguém linda e grávida se levanta na minha frente e diz:

"_ Pê, lembra de mim?"

Eu demorei um pouquinho (deve ser a idade rsrs) mas era a Juliana Crespo. A minha apaixonante Juliana Crespo.

Eita intercâmbio que teve história.
Antes do embarque, a 20 anos atrás, depois de 2 famílias canceladas, eu disse que tinha uma família hospedeira pra você no nordeste dos EUA, na beira dos lagos e que chegava a -30 graus e numa cidade minúscula. E você me disse:
"_eu somente quero uma família que goste de mim do jeito que eu sou, seja onde for, do jeito que for."

E voltou de Campos do Jordão para embarque.
Lembro de umas coisas engraçadas... por exemplo, você me dizendo que achou 76 latas de massa de tomate na dispensa da família e que precisou ensinar sua mãe hospedeira a fazer lista de supermercado antes de sair de casa para as compras.
Lembro que entrou para um clube de viagens na escola e lembro do tanto que acrescentou na vida da sua família hospedeira, principalmente na vida da sua irmã hospedeira: quanta mudança boa você causou por lá. E o tanto que aquela família hospedeira sentiu-se agradecida a você.

Fui na sua festa quando da sua chegada na volta ao Brasil e quando o Daniel, seu irmão, disse que ia pra high school e pra mesma família  que você tinha ido, escutei você dizer o seguinte:

"_ nada disso, esta família é minha e você que arrume a sua própria família hospedeira. Eu tenho ciúmes sim e daí"

Muito obrigada. Voce não faz idéia de quanta coisa aprendi com aquela menina de 15-16 anos. E que bom ver esse mesmo sorriso hoje.

Que seja muito feliz todos os dias a vida toda. E tomara que eu te encontre muitas outras vezes - porque hoje valeu o dia!
Boa sorte na vida pra você.