terça-feira, 13 de novembro de 2018

Ensino médio feito no exterior é válido no Brasil



Ensino médio: sim, é possível revalidar os estudos feitos no exterior
Você sabia que, é possível revalidar aqui no Brasil, os estudos feitos no exterior?
Que você não precisa "perder" o tempo estudado no exterior, que dá pra aproveitar aqui? 
E dá até pra se formar com a turma que você deixou aqui, se isso for importante pra você.

É possível,  um adolescente, com 15 anos de idade, que nunca frequentou uma escola, chegar numa escola e pedir pra frequentar a série aonde as pessoas tem a mesma idade dele, simplesmente porque se julga capaz e diz que sabe a mesma coisa que todos que frequentam a escola?
A resposta é sim, é possível, desde prove que tenha capacidade para acompanhar os estudos, que tem conhecimento, pode ser matriculado SIM no 10º ano da escola e frequentar a escola como qualquer outro adolescente de 15 anos, no 10º ano (1º ano do ensino médio).
Uma das formas para avaliar isso seria aplicando uma prova no novo aluno, que neste caso, chamamos de prova de equivalência dos estudos.
Ninguém te conta isso, mas a lei é abrangente e permite isso.

O problema é que, no Brasil, existem muitas interpretações da mesma lei, a lei que regulamenta o sistema de ensino no Brasil, a LDB - Lei de Diretrizes e Bases.
Este item é complexo e extenso.
Então, vamos conversar sobre revalidação/autenticação dos estudos para o ensino médio.

O programa mais bem elaborado, mais bacana que alguém pode fazer no exterior é o high school, que nada mais é do que o ensino médio em outro país.

O high school é um programa que:
-  ou você faz e passa a vida falando sobre ele...
- ou passa a vida arrependido porque não fez o tal programa.

O intercambiário do programa de high school, este estudante de ensino médio,  para ter os estudos revalidados no Brasil deve:
- estar cursando (ou estar matriculado) o ensino médio aqui no Brasil;
- fazer as matérias obrigatórias no exterior;
- retornar com um documento válido do exterior que permita revalidar os estudos aqui.


Dependendo do país escolhido para intercâmbio de high school, o adolescente pode ou não escolher as matérias a cursar. Em alguns países/escolas é o estudante quem escolhe as disciplinas. Em alguns países/escolas, o estudante deve-se adequar a um horário escolar pré estabelecido, assim como é no Brasil.
A Lei de Diretrizes e Bases que regulamenta esta parte, revalida semestre a semestre, ano a ano. Logo, se um estudante cursou um semestre de ensino médio no exterior, ele revalida um semestre de ensino médio no Brasil, se o estudante cursou um ano, revalida um ano letivo.

E que matérias são estas?
A Lei (LDB) não cita matérias, mas fala em matérias de núcleo comum. E no passar dos anos, surgiram alguns pareceres sobre estudos no exterior, definindo o que seriam as matérias de núcleo comum.
Pois bem, os pareceres falam em um mínimo de  5 matérias de núcleo comum, distribuídas da seguinte forma:

  1. uma na área de comunicação e expressão; por exemplo: Inglês, Alemão, Francês, Literatura, Redação, etc.
  2. uma na área de Estudos Sociais; por exemplo.: História, Geografia, Leis, Economia, Governo, Estudos Sociais, Política, etc;
  3. uma na área de Ciências Exatas;  por exemplo: Física, Química, Álgebra, Geometria, Matemática, etc
  4. uma na área de Biológicas; por exemplo: Biologia, Biologia Marinha, Ciências, Saúde, etc
  5.  uma  na área de prática educativa; por exemplo: Educação Física, Esportes, Dança, Musculação, Aeróbica, etc;

Não obrigatórias, mas aconselháveis... uma outra disciplina qualquer à sua escolha -  a ideia aqui é escolher uma opção que facilite a socialização, por exemplo: Teatro, Dança, Culinária, Cerâmica, Coral, Música, Banda da escola,  Fotografia, Informática, Grêmio, os cursos avançados nas escolas ou matérias eletivas também é uma forma de entrar pra grupos etc.

Algumas coisas para se lembrar:

Algumas escolas e delegacias de ensino do Brasil falam em um mínimo de 5 matérias de núcleo comum, mas a maioria já exige um mínimo de 6 matérias, e pedem apara os alunos pegarem duas matérias em uma determinada área, mas isto é somente um pedido da escola daqui e não uma lei. A lei pede um mínimo de 5.

Assim como no Brasil, no exterior, o estudante tem um número limite de faltas permitidas. E ainda tem as regras do programa de high school que não permitem faltar às aulas.

Algumas escolas estrangeiras não tem o hábito de incluir o esporte no boletim como matéria cursada. Caso não tenha sido incluído, deverá solicitar uma declaração em papel timbrado da escola estrangeira dizendo que você praticava tal esporte no período de tal a tal.

Se o estudante não tiver notas boas em uma ou mais dessas matérias e esta matéria deixar de ser incluída em seu boletim escolar, poderá ter problemas com a revalidação de seus estudos quando voltar ao Brasil

DÚVIDAS MAIS FREQUENTES:

I) Se o estudante vai embarcar para este programa (high school), até quando tem que continuar estudando, até que dia tem que ir a escola aqui no Brasil? 

- se você visitar o portal do MEC, não encontrará uma resposta para isso. A Lei que veio estabelecer as diretrizes para tudo, ou seja, a LDB de dezembro/1996, não tem uma resposta exata pra isso. Mas ao longo dos anos,  tivemos vários pareceres que começaram a ser usados como base para decisão de casos de revalidação de estudos no exterior...e mais umas espécies de emendas à lei original como forma de regulamentar de forma mais específica um determinado assunto.

Vamos ser mais práticos? Vamos lá...
- um dos pareceres, por exemplo, dizia que o aluno, por ter decidido fazer um high school, parou de estudar no Brasil em abril de um ano, embarcou em agosto do mesmo ano para o exterior e voltou com as notas, um ano letivo depois. Ele perdeu o ano escolar no Brasil, não porque foi para o intercâmbio, mas porque parou de estudar muito tempo antes do embarque. Este caso virou um PARECER. E muitos delegados de ensino o usam como uma espécie de jurisprudência sobre o assunto.
- a partir deste parecer, a maioria dos delegados de ensino, acredita que não deve existir um prazo superior a 30 dias entre uma escola e outra.
- ou seja, se você está sendo "transferido" de uma escola pra outra para CONTINUAR, para PROSSEGUIR os seus estudos, não deverá existir um intervalo sem frequência superior a 30 dias entre uma escola e outra.
- lógico que períodos de férias não contam.
- portanto, se um estudante de intercâmbio está embarcando para a Espanha, por exemplo, com o objetivo de fazer um ano letivo de high school... o ano letivo na Espanha começa no final de setembro ou início de outubro, dependendo da escola. E se o estudante ficar sem frequentar as aulas aqui no Brasil, em agosto e setembro, poderá ter problemas para revalidar os estudos na volta.
- existe uma "teimosia" (resistência) dos pais com relação a este assunto, e normalmente porque não querem arcar com o valor da mensalidade da escola de julho e de agosto, já que  o filho vai embarcar para um high school no hemisfério norte.
- é importante ressaltar que "coisas" podem acontecer aqui ou no destino, que posterguem o embarque e isso pode comprometer o ano escolar, se o estudante tiver parado de estudar esperando o embarque. Um exemplo: greve da escola no país de destino.

II) o estudante tem que ter notas boas para embarcar? E se não tiver o que acontece?
Vamos lá: para ter os estudos revalidados, o estudante de ensino médio deve cursar as disciplinas de núcleo comum, conforme já relacionamos anteriormente, ter notas aprovatórias e ter frequentado a escola (não ter faltas).
Vamos supor que você, está no 2º ano do ensino médio, ou no 11º ano escolar aqui no Brasil. E aí em agosto, você embarca para o programa de high school para ficar um semestre letivo no exterior.
Quando você voltar ao Brasil, você entra no 3º ano do ensino médio e segue os seus estudos normalmente.
E como fica o seu boletim ou o seu histórico escolar?
Fica assim:
- na parte das notas do 2º ano, vem listadas as matérias que você cursou e as notas que conseguiu até o seu embarque. E como você concluiu no exterior, virá com uma nota dizendo "concluído no exterior de acordo com a LEI  LDB (Lei de Diretrizes e Bases) 9394/96 e mais etc" 

No entanto, para que isso aconteça, você deve ter deixado tudo certo aqui e fazer tudo certo lá no país de intercâmbio.
Se não o fizer, a escola daqui pode exigir que você, ao retornar, faça adaptações (DP/dependência) das disciplinas que deixou com notas reprovatórias antes do embarque. Neste caso, a escola permite que você, aqui no nosso exemplo, se inscreva no 3º ano, mas terá que cursar as matérias pendentes no 2º ano.
O que a gente vê acontecer é o brasileiro dar um jeito nisso: se a escola para a qual ele deveria voltar, exigir isso, o estudante e seus pais procuram uma escola que não faça tal exigência. Mas aí, você não participa das festividades de formatura com a turma da escola que deixou pra trás. Vai ter que se formar com uma turma diferente.


III) E se escola aqui no Brasil for sistema trimestral, como resolve?
Não importa se sua escola, no Brasil, é trimestral, ou seja lá o tipo de avaliação que adote, o importante é que a escola avalie  o estudante até o dia que cursou a escola e faça isso constar do seu histórico escolar.
Quando você embarca para um intercâmbio, você deve raciocinar como alguém que está de mudança: imagina a seguinte situação--> o seu pai foi transferido para trabalhar em outro país por um longo tempo e está levando toda a família com ele. E numa dessas, você precisa ser transferido(a) da escola daqui pra escola de lá.
É a mesma situação no intercâmbio. A diferença é que sua família natural fica no Brasil.
E aqui fica evidenciado a importância de você frequentar a escola no Brasil até o seu embarque, que foi o que discutimos na última postagem.


     IV) E se eu embarcar para o Canadá (escola pública) ...  ouvi dizer que no Canadá somente é possível escolher 4 disciplinas? Como faço pra revalidar se preciso de 5 disciplinas segundo a nossa lei? 
Na verdade, nas escolas canadenses que são do sistema semestral, o aluno escolherá 4 matérias. Nas escolas canadenses que são do sistema anual, o estudante consegue escolher 8 matérias. Para o pessoal de semestre entender: a escola coloca no boletim somente 4 matérias. O que acontece:  os alunos tem aulas das mesmas matérias todos os dias, e as aulas tem duração de 1h50min em média. Estas aulas iniciam-se por volta de 8h da manhã e se estendem até 15:30-16:00h. Baseado nisso, no calendário escolar, somente é possível encaixar 4 disciplinas.
 A forma como os brasileiros resolvem isso? conversando. Explicando pra escola que no Brasil, a lei exige um mínimo de 5 matérias consideradas de núcleo comum e que você deve encaixar mais 1 matéria. Então, os estudantes que embarcam para o Canadá se concentram em escolher uma em cada área, como por exemplo: francês (comunicação e expressão), geografia (estudos sociais), geometria (exatas) e ciências (da área de biológicas). E as outras disciplinas como esportes, dança, teatro, banda de música da escola, o estudante consegue encaixar no horário extra e é possível fazer constar como disciplina cursada. Também é possível se inscrever na academia da cidade e isto é considerado como Educação Física.
No boletim escolar, provavelmente, somente aparecerão as 4 matérias que se assistiu em sala de aula. Então, o aluno de intercâmbio brasileiro deve pedir uma declaração à escola, e nesta declaração deve constar que durante o período de X a Y, o estudante tal, praticou tal esporte, participou de tal peça de teatro, fez academia na cidade e assim por diante.
E na hora de mandar os papéis para o Consulado Brasileiro/Secretaria para fins de autenticação, o estudante de intercâmbio deverá mandar o boletim e as declarações para que todos os documentos sejam validados.
    IV) Que série eu vou cursar no exterior?
     Não tem uma regra sobre isso, mesmo porque as séries do Brasil não batem com as séries do exterior. E isto não te impedirá e nem atrapalhará para fins de revalidar os estudos no Brasil.
     Digo isso porque em alguns países temos apenas 2 anos de ensino médio e em outros países temos 8 anos de ensino médio. Logo, fica praticamente impossível saber que série você deve cursar no exterior e isso é um assunto que deve ser definido pela escola estrangeira. Você deve deixar a decisão da série para a escola que está lhe recebendo.
     A escola estrangeira, normalmente, se baseia em alguns fatores para decidir em que série vai matricular o estudante de intercâmbio.
     Esses fatores são:
     - as notas que o estudante de intercâmbio conseguia em sua língua nativa;
     - quantos anos de ensino médio já tinha cursado no Brasil e quantos faltaria pra cursar ainda;
     - a idade do intercambiário (data de nascimento);
     - a habilidade em se comunicar na língua do país de destino;
     - e alguns países, como Itália, por exemplo, considera aptidão e interesses do estudante também.
Lembrando que você não precisa trazer um diploma dos estudos realizados no exterior.  Algumas escolas somente fornecem diploma aos alunos que fizeram todos os anos do ensino médio na escola. Basta apenas um documento aonde conste as disciplinas que você cursou, de quando a quando, suas notas, documento este em papel oficial da escola e assinado por autoridades da escola. O estudante deve ter cursado as matérias obrigatórias e ter frequência às aulas. A série cursada ou o diploma não importam para fins de revalidação de tempo de estudo.


V) E eu vou conseguir acompanhar a minha escola aqui no Brasil quando eu voltar do intercâmbio?
Depende!
Depende de como você era como aluno aqui.
Depende de sua força de vontade.

Antes de ir pro intercâmbio, você já tinha dado uma relaxadinha. Muita gente estranhou as notas que você tirou antes do embarque? Você estava ansioso?
Vamos combinar que você tomou uma decisão de gente grande quando decidiu ir para o intercâmbio, mas não precisa esculhambar com o resto só porque você se orgulha disso. Então, você voltou do intercâmbio, voltou pra sua escola e voltou pra aquilo que já não estava aquela maravilha? ou suas notas estavam uma belezura?

Enfim, sim, você vai penar um pouco para entrar no ritmo dos seus colegas e acompanhar as aulas no Brasil, por conta do CONTEÚDO que você perdeu.
Mas foi só conteúdo você perdeu.
Você não perdeu tempo, você não perdeu nada, muito pelo contrário.

Uma coisa que o intercâmbio faz com os adolescentes: cria neles o hábito de fazer lição de casa e de estudar ou pelos menos olhar os cadernos todos os dias. Você faz isso no seu país de intercâmbio por conta da dificuldade da língua e da exigência da escola e acaba virando um hábito. E por conta disso, os intercambiários voltam com um outro ritmo de vida do intercâmbio.
Enquanto os amigos aqui reclamam que tem que estudar, você, intercambiário, acha que está fácil, afinal de contas vai estar estudando matéria em português, sua língua nativa.
Então, pra resumir, a dificuldade pela perda do conteúdo que foi dado enquanto você não estava aqui, esta dificuldade vai existir.
Mas você pode tirar essa diferença, estudando com os seus amigos, fazendo reforço na escola.
Mas por outro lado, você terá um outro ritmo de vida, um jogo de cintura e uma maturidade pra resolver isso tudo, que os seus colegas de classe não terão e isso fará toda a diferença.
Você se sentirá mais maduro, mais preparado, com mais clareza pra resolver qualquer situação que tenha.
E quanto aos seus amigos, neste quesito, você vai ter a impressão que: congelaram os seus amigos enquanto você estava no intercâmbio e descongelaram quando da sua chegada. Ou seja, eles são os mesmos, não mudaram nada.

Na verdade, a única coisa que vai ter mudado depois do seu intercâmbio será a música, a música que toca na rádio.
Talvez o prefeito!
 Mas só! 

VI) E o conteúdo, a matéria, é a mesma que é ensinada aqui é a mesma que é ensinada lá? Mas e o vestibular?
Vamos pensar o seguinte:
- se você, no Brasil, decidir mudar de escola, vai sentir diferença no conteúdo da mesma matéria, na mesma série, em outra escola.
- e aqui estamos falando exatamente da mesma série, sob as mesmas leis.
- que dirá quando você muda de país.
- então, sim, haverá a diferença de conteúdo.

Se estivermos falando de alguns países, tais como:

- Nova Zelândia, Austrália, Europa de uma forma geral...
- vaga em universidade, nestes países é bastante concorrida, disputada. Proporcionalmente falando tem poucas universidades para uma população jovem grande. E a concorrência para cada vaga é bem grande;
- o que habilita ou não um estudante daquele país a ingressar na universidade é exame ou exames;
- por conta disso, as escolas a nível de ensino médio nesses países tem um conteúdo similar ao nosso aqui no Brasil; - se compararmos com nossas escolas particulares, são escolas puxadas e os nossos intercambiários "penam" pra acompanhar a matéria em alguns casos; 
- alguns intercambiários de diversas nacionalidades se juntam para estudar em grupos para um melhor resultado na matéria;
- algumas escolas estrangeiras optam por não exigir tanto dos intercambiários e desenvolvem um critério de avaliação diferenciado na hora de fazer o boletim do intercambiário, como por exemplo, assiduidade, interesse, participação, a disposição em aprender, a simpatia, e etc;
- já vi estudantes brasileiros que aqui tinham notas escolares excelentes precisando de ajuda e reforço na escola na Austrália, por exemplo;
- então, concluímos que assim como no Brasil, nestes países aonde um exame ou exames qualifica ou não o aluno para ingressar em uma universidade, nesses países, as escolas são "mais puxadas" e o conteúdo tem alguma semelhança com o conteúdo de Brasil.
- Obviamente que Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, História do Brasil, Geografia do Brasil...este tipo de disciplina só se encontra na escola daqui.

Se estivermos falando de alguns países, a exemplo de Estados Unidos,  a história é outra:

- o americano não tem preocupação com exames que classificam para ingressar em universidades; simplesmente porque eles não tem esses exames, não precisam passar por isso;
- nos EUA,  mesmo as universidades públicas, são pagas. Não tem a gratuidade;
- as universidades são muitas e caras;
- uma coisa que os americanos tem muito e nós não temos, é o tal do college. O college é uma espécie de faculdade, um curso técnico de 2 anos. O aluno americano, ao terminar o college, ele se torna uma espécie de tecnólogo; 
- E lá, tem curso de técnico pra qualquer coisa... enquanto aqui no Brasil, o pedreiro aprende a profissão com alguém, lá ele faz um curso técnico pra virar o pedreiro, vira uma espécie de técnico em edificações;
- e é assim pra tudo;
- esse tipo de college - tem muitos e é barato;
- esses colleges situam-se ao redor de grandes universidades;
- e estas universidades mantém acordos com esses colleges e aceitam esses alunos do college;
- esses alunos, ao ingressar nas universidades conveniadas, eliminam matérias e as vezes conseguem "pular" um ou dois anos de curso universitário;
- o que habilita o aluno a ingressar num college e depois na universidade é o seu passado escolar. A análise do histórico escolar permite ou não o ingresso do aluno num college ou numa universidade;
- baseado em tudo isso, o equivalente ao ensino médio americano não tem como objetivo preparar alunos para exames e sim "preparar para enfrentar a vida";
- na high school americana, o nosso estudante encontra todo tipo de matéria e vai desde "como ter sucesso no casamento" até Literatura a base de Shakespeare;
- os nossos estudantes costumam considerar fraca a escola americana;
- americanos usam a calculadora para fazer contas básicas, mas o raciocínio é o seguinte: se é este aparelhinho chamado calculadora que iremos usar a vida toda, então é matemática na calculadora científica que temos que aprender (simples assim);
- já teve brasileiros que foram na expectativa de uma escola fraca, e se “estrumbicaram”;
- o conteúdo de uma escola americana jamais vai ter algo a ver com o nosso conteúdo aqui no Brasil, por tudo o que eu expliquei acima;
- muitas escolas americanas permitem que o estudante de high school (o intercambiário) participe da formatura e receba um diploma.


Mas, a pergunta é: por que você quer que o conteúdo das disciplinas de lá do seu país de intercâmbio seja o mesmo que o conteúdo da sua escola aqui do Brasil?

Tem uma coisa que eu não entendo no brasileiro: a pressa em prestar vestibular, a pressa em passar no vestibular, a pressa em iniciar uma universidade e a pressa em terminar uma universidade. Por que decidir desta forma a sua profissão, o seu futuro?

Mas, a pergunta é: por que você quer que o conteúdo das disciplinas de lá do seu país de intercâmbio seja o mesmo que o conteúdo da sua escola aqui do Brasil?
Faz o intercâmbio, sem esquentar a cabeça com vestibular.
Quando você retornar, você pensa nisso.
E se não deu pra passar de primeira, você estuda, faz cursinho, sei lá e aí passa e faz.
E não importa qual intercâmbio, pra onde, importa que você saiu daqui. Só isso.
Estará mais maduro, com outra visão de mundo.
Isto fará toda a diferença na escola de sua futura profissão.
Você volta do intercâmbio falando outras línguas e mais maduro pra lidar com qualquer tipo de situação.
E acredite: isto te deixará bem diferente dos outros milhares que a universidade despeja todos os anos.
Então:
Pense grande, vá longe!

VII) e que documento tenho que trazer na volta?
Para ter seus estudos revalidados aqui no Brasil, a única coisa que você precisa trazer de volta é um boletim escolar

Para ter validade no Brasil, o documento (boletim) precisa ter um carimbo do Consulado Brasileiro ou uma Secretaria no país do intercâmbio.
Simples assim!
Existe a burocracia e a demora de no mínimo 48 horas e no máximo de 3 meses, mas dá pra lidar com isso numa boa, basta você se programar.

Por que o carimbo/selo do Consulado?
Através deste carimbo, o Consulado Brasileiro ou as Secretarias atestam que o documento é válido e autêntico.

De posse do boletim carimbado pelo Consulado ou Secretarias você já pode voltar ao Brasil.
Na teoria, a LDB (a Lei de Diretrizes e Bases) não exige a tradução juramentada, mas as escolas e as delegacias de ensino continuam exigindo, na maioria das vezes.

Depois disso:
- se você ainda vai prosseguir seus estudos no ensino médio, basta entregar o boletim na sua escola brasileira e voltar a estudar normalmente;
- se você voltar com o ensino médio terminado, basta entregar o boletim na Delegacia de Ensino mais próxima a sua residência aqui no Brasil. A Delegacia de Ensino publicará no Diário Oficial a conclusão dos seus estudos no ensino médio e emitirá o seu certificado.

Para conseguir o endereço dos Consulados Brasileiros no seu país de intercâmbio, você deve ir no site do Ministério das Relações Exteriores ou  http://www.itamaraty.gov.br/assistencia-consular
Lá você encontrará os endereços dos Consulados Brasileiros no exterior e suas jurisdições.

Algumas observações:
- se você foi para intercâmbio em um país europeu, é bem provável que o Consulado exija que você vá ao Ministério da Educação ou algum outro orgão competente para tal daquele país para que o orgão diga que aquela escola que você frequentou é uma escola credenciada.
- as vezes, este tipo de afirmativa (reconhecimento da escola como entidade de ensino) é feita pela própria prefeitura local ou pelas secretarias;
- e as vezes, também, torna-se necessário "reconhecer firma" das assinaturas que constam do documento tanto da escola (do boletim) como dos documentos emitidos neste caso, pelo orgão de educação competente
- e aí só depois disso, você pode enviar o seu boletim ao Consulado Brasileiro.

Os únicos estudantes dispensados de autenticar o documento, são os estudantes que vão pra França. Na época do governo do FHC (Fernando Henrique Cardoso) fez-se um acordo com o governo francês. Por este acordo, documentos franceses valem no Brasil e vice-versa.

Lembrando que tal procedimento é uma responsabilidade do estudante de intercâmbio.

Portanto:
Os estudantes devem vir para o Brasil com seu documento escolar autenticado pelo Consulado Brasileiro ou por uma Secretaria;
O documento deve ser emitido no papel timbrado da escola e deve conter a assinatura do diretor. Caso não seja possível a impressão em papel timbrado, peça para que a escola carimbe o boletim.
No documento que a escola vai lhe entregar, deve constar:
·       a série em que você está matriculado;
·       a data de início e término de seus estudos;
·       o nome das matérias que você cursou;
·       o número de faltas;
·       as notas;
·       o sistema de avaliação.

     Caso você tenha praticado algum esporte ou qualquer outra disciplina (teatro, arte, banda da escola e etc...) e esse esporte não constar do boletim escolar;  peça à sua escola para fornecer uma declaração em papel timbrado da escola dizendo que você praticava tal esporte. Você deve fazer com essa declaração tudo o que fizer com o seu boletim, ou seja, essa declaração deve ser enviada junto com as notas para o Consulado ou Secretaria para que o Consulado coloque o carimbo, etc etc...


VIII) E com que "cara" vai ficar meu histórico escolar aqui no Brasil?
Ainda falando sobre ensino médio feito no exterior, intitulado High School Program...
Vamos supor que você tenha deixado sua escola aqui no Brasil na metade do 1º ano do ensino médio pra ficar um ano letivo no exterior.
Pela lei, ao voltar para sua escola no Brasil, você entra na metade do 2º ano do ensino médio na sua escola no Brasil.
O seu histórico escolar ficará da seguinte forma:

1º ano do ensino médio...
- normalmente as delegacias e escolas dividem o 1º ano em duas colunas;
- na coluna do 1º semestre letivo, virá uma lista das matérias que você fez aqui no Brasil e sua nota antes do embarque;
- na outra coluna, a do 2º segundo semestre letivo, virá uma observação dizendo que você concluiu o 1º ano no exterior de acordo com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases).
- portanto não se somam as suas notas no Brasil com as notas que você conseguiu no intercâmbio, simplesmente porque não tem como somar, visto que os critérios de avaliação são diferentes, as disciplinas são diferentes, o conteúdo não bate...
- então, pra resumir, na escola no exterior, você só precisa seguir a lei: cursas as matérias, prestar atenção pra ver se você está cursando as matérias que são de núcleo comum, não ter faltas e trazer o documento conforme já conversamos.

Outro exemplo:
- vamos supor que você estava no início do 3º ano do ensino médio aqui no Brasil e embarcou para um high school, ficou um ano letivo no high school e voltou ao Brasil.
- note que neste caso, você vai voltar ao Brasil, mas já com o ensino médio terminado.
- então, basta entregar o documento autenticado e a tradução na Delegacia de Ensino e a Delegacia de Ensino emitirá o histórico escolar.
- no histórico escolar, na coluna do 3º ano do ensino médio, virá escrito " concluído no exterior de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases".

IX) Mas e se eu conseguir um diploma no exterior? Posso usar aqui?
Já tive algumas situações assim...
E aconteceu principalmente com os esportistas que ganharam bolsas de estudos no exterior: um jogador de beisebol que tinha deixado sua escola aqui no Brasil na metade do 2º ano do ensino médio pra ficar um ano letivo no exterior.
Pela lei, ao voltar para sua escola no Brasil, ele deveria entrar na metade do 3º ano do ensino médio na sua escola no Brasil, certo?
Ou seja, quando ele saiu do Brasil, na metade do 2º ano, ainda faltaria um ano e meio de estudos para que ele finalizasse o ensino médio. Mas ele só fez um ano no exterior, conseguiu um diploma na escola estrangeira e pediu a equivalência do diploma no Brasil.
No caso dele, isto era de especial importância, porque ele precisaria embarcar para o exterior de volta para assumir a vaga que havia conquistado (bolsa de estudos) por conta do beisebol.
A Delegacia de Ensino aqui no Brasil, que analisou a documentação entendeu que se ele foi capaz de receber um diploma do exterior, então que a Delegacia daqui dava como concluído o ensino médio.
E diante desta decisão, este menino revalidou o diploma, fez a equivalência do diploma. E voltou para o país do intercâmbio aonde permanece até hoje.

Alguns outros estudantes também conseguiram diploma no exterior, e conseguiram revalidar o diploma no Brasil, sem ter que voltar pro ensino médio.


Uma coisa que eu costumo dizer é que:
- você foi para o exterior e está amparado por lei. Então basta seguir a lei e você terá o seu tempo de estudos revalidados no Brasil.
- mas uma coisa importante a ser levada em conta é que quem analisa a documentação é um ser humano e isso é passível de interpretação.
- então, um outro Delegado de Ensino poderia ter julgado a questão do nosso jogador de beisebol acima, de uma outra forma, ou seja, para um outro Delegado de Ensino, o entendimento poderia ser: ainda falta um semestre de estudos para este menino do beisebol, logo, ele revalida o ano estudado no exterior, mas não o diploma e volta pra metade do 3º ano para terminar o ensino médio.
Entenderam?

Então, quando for estudar no exterior:

- tome todos os cuidados possíveis para seguir a lei e revalidar o tempo estudado.
- o que virá além disso é vantagem.


X) E eu fazia o ensino médio técnico aqui no Brasil, consigo revalidar?

Não. No máximo, você conseguirá revalidar as matérias que compõe o núcleo comum, mas as matérias técnicas profissionalizantes, das quais você não teve aula no exterior, essas não revalidam.
Então, até hoje, pessoinhas que embarcaram e aqui no Brasil cursavam o ensino médio técnico, quando do retorno do intercâmbio, voltaram pro ponto de partida: quero dizer, quem deixou a escola na metade do 2º, voltará pra mesma metade do 2º.

XI)A minha escola do Brasil é obrigada a me aceitar de volta quando eu regressar do intercâmbio?
Na teoria, a sua escola não poderia se recusar a aceitá-lo.
E o que te garante isso são as leis: a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Na prática, não é exatamente isso que acontece.

Algumas escolas quando tomam ciência de que o aluno vai deixar a escola por conta do intercâmbio já se apressam em avisar que não será aceito naquela escola na volta.
E se você questiona o porquê, aí então vem as mais variadas desculpas:
- já vi escolas dizerem que o aluno volta do intercâmbio muito crítico, muito rebelde e desobediente e não se encaixa mais no perfil da escola;
- já vi escolas dizerem que o 3o. ano (por exemplo), é um ano muito concorrido e não tem vaga para o aluno;

Normalmente, o brasileiro é conformado e quando se depara com o empecilho, decide continuar os estudos em outra escola que criar menos barreiras.


Se você não for conformado, você pode se dirigir aos orgãos brasileiros que supervisionam as escolas, como Delegacias de Ensino e Ministério de Educação.

No entanto, esteja preparado para se chatear, pois entre criar caso entre você e sua escola, estes orgãos, provavelmente preferirão criar o caso com você e não arrumar nenhuma encrenca com sua escola


Embasamento legal/material de consulta

Lei que regulamenta os estudos no exterior = Lei de Diretrizes e Bases - 1996

O texto aprovado em 1996 é resultado de um longo embate, que durou cerca de seis anos, entre duas propostas distintas.
A atual LDB (Lei 9394/96) foi sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo ministro da educação Paulo Renato em 20 de dezembro de 1996. Baseada no princípio do direito universal à educação para todos, a LDB de1996 trouxe diversas mudanças em relação às leis anteriores, como a inclusão da educação infantil como primeira etapa da educação básica e tinha como principais características:
·                  Carga horária mínima de oitocentas horas distribuídas em duzentos dias na educação básica (art. 24)
·                  Prevê um núcleo comum para o currículo do ensino fundamental e médio e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art. 26)

[editar]

Lei nº 9.394/96  estabelece o seguinte sobre transferência de alunos:

Art. 49. As instituições de educação superior aceitarão a transferência de alunos regulares, para cursos afins, na hipótese de existência de vagas, e mediante processo seletivo.

Estatuto da Criança e do Adolescente:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm
http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/182.pdf

XII) Revalidação - e se eu tiver problemas com o Consulado Brasileiro/Secretarias, aí então eu perdi o tempo estudado?
Antigamente a Cruz Vermelha Brasileira tinha o poder de autenticar documentos escolares e isto ajudava muitos estudantes que fizeram o processo errado no exterior ou que deixaram de fazer. No entanto, o MEC desautorizou a Cruz Vermelha Brasileira recentemente.
Então, não tem outra forma, você vai ter que contratar alguém pra fazer o processo no país de destino e te enviar o documento autenticado ou pelo Consulado Brasileiro lá (dependendo do país) ou por uma Secretaria (dependendo do país)

XIII)REVALIDAÇÃO: O que mudou?
Em alguns países, a autenticação do documento escolar não é mais feita pelo Consulado Brasileiro e sim por uma Secretaria.
Antes:
- os estudantes que cursaram um determinado período do ensino fundamental e/ou médio, antes de retornarem ao Brasil, deveriam enviar o documento escolar emitido pela escola estrangeira para um consulado brasileiro no país ou nas proximidades para que o consulado autenticasse o documento;

Agora (procedimento a partir de agosto/2016):
- os estudantes deverão encaminhar os documentos escolares para uma secretaria no país de destino e não mais para o consulado. Estas secretarias farão o “apostilamento” do documento escolar.  Existe um documento chamado de Apostille (apostila) e este documento é uma espécie de regras para tudo o que acontece no exterior e isso vai desde compra de imóveis no exterior, até contratos, processos e legalização de documentos.  A Apostila é definida como um certificado emitido nos termos da Convenção da Apostila que autentica a origem de um Documento PúblicoA Convenção da Apostila de Haia  (https://www.hcch.net/pt/instruments/conventions/full-text/?cid=41 )  tem o objetivo de agilizar e simplificar a legalização de documentos entre os 112 países signatários, permitindo o reconhecimento mútuo de documentos brasileiros no exterior e de documentos estrangeiros no Brasil. O conteúdo da apostila pode ser visto neste link https://www.hcch.net/pt/instruments/conventions .
Boa parte dos países europeus já usavam a Convenção da Apostila para autenticação de documentos públicos. Em cada país, o apostilamento é feito por um orgão diferente: por exemplo, no Brasil é feito por alguns cartórios, nos EUA é feito pelas secretarias, em alguns países da Europa é feito pela prefeitura local. 
Os EUA passaram a usar a partir de Agosto/2016. O Canadá  ainda não sofreu alteração de procedimento.  Em resumo, o procedimento passa a ser uma novidade para quem está nos EUA.
Portanto, para que um documento escolar emitido nos EUA tenha validade no Brasil é necessário fazer o "apostilamento" do documento. O "apostilamento" é uma autenticação (validação) feita por autoridades norte-americanas credenciadas pela Convenção da Apostila de Haia.

As providências necessárias são:
Solicitar à escola que uma autoridade acadêmica (normalmente o Registrar) emita uma declaração assinada, que ateste a autenticidade do documento escolar. A declaração pode ser escrita no próprio documento escolar;
Notarizar (notarize) a assinatura da autoridade escolar (Registrar ou cargo equivalente) em Notary Public local. Atenção: verifique na escola em qual Notary Public pode ser notarizada (reconhecida) a assinatura da autoridade escolar;
Providenciar o "apostilamento" do documento escolar junto a uma instituição norte-americana credenciada. Cada Estado dos EUA tem uma instituição credenciada específica. Verifique abaixo como proceder no Estado em que foi emitido seu documento escolar.
ATENÇÃO: somente o DOCUMENTO ORIGINAL (e não a cópia) que tenha recebido o "apostilamento" terá garantia de autenticidade e, como consequência, de aceitação no Brasil. Cópias autenticadas de diplomas, certificados e demais documentos, ainda que "apostiladas", poderão não ser aceitas por instituições públicas e privadas brasileiras.
Tentarei mostrar num passo a passo o que deve fazer:
1-     Solicitar o boletim escolar (report card) à sua escola.  O documento deve ser em papel timbrado da escola, com assinatura de um responsável e deve constar: as matérias cursadas, as faltas, as notas, a série, o sistema de avaliação. Caso você tenha praticado algum esporte e esse esporte não constar do boletim escolar (high school transcript/report) peça à sua escola para fornecer uma declaração em papel timbrado da escola dizendo que você praticava tal esporte. Essa declaração deve ser enviada junto com os boletins para a Secretaria.
2-     Antes de enviar o documento para a Secretaria entre em contato com o escritório local para confirmar se será necessário Notarizar o transcript. Notarizar um documento é semelhante a reconhecer firma, e isso nos Estados Unidos é feito em um “Notary Public”. Então, será necessário então que você questione a pessoa que assinou o transcript, qual Notary Public pode notarizar (reconhecer) a assinatura.
3-     Após passar pelo notary public, tire uma cópia do documento, assim terá sempre uma cópia extra com você.
4-     Enviar o documento original para a Secretaria de Estado da região que você estuda, para que seja adicionado ao documento um apostile que certificará que o seu documento é autêntico e tenha validade no brasil.
5-     Você deve entrar neste link http://www.nass.org/index.php/state-business-services/apostilles-document-authentications/ e neste link, aparecerá uma “caixa” e do lado escrito “GO”. Selecione o estado em que está. E aí abrirá um outro link com informações da Secretaria de Estado a qual você pertence.  Cada Secretaria de Estado adota um procedimento para a revalidação das suas notas, dessa forma, antes de encaminhar seu transcript/documento para a Secretaria de Estado acesso o site correspondente a sua jurisdição e pegue as informações atualizadas de como proceder.  Por exemplo, se você está no estado americano de Massachussetts, ao selecionar, será remetido para um outro link: http://www.sec.state.ma.us/pre/precom/comidx.htm e neste link, clique em “Apostille and Certifications of Documents” e siga as instruções deste link. Neste link, aparecerá os endereços que pode usar para encaminhar o seu documento escolar. Como disse a vocês, cada Secretaria de Estado tem um procedimento diferente.
6-     Talvez a parte que mais cause dúvidas é a parte de pagamentos das taxas. E acredito que o seu correio local possa ajudar com isso. Os correios vendem uma espécie de vale postal (Money order). O correio irá perguntar em nome de quem coloca a “Money Order” e esta informação também tem no link da secretaria do seu estado. Lembrando que o custo é por documento. Coloque o valor correspondente ao tanto de documentos que está endereçando à Secretaria.
7-     E aí vem a parte de enviar o documento para o apostile. Para encaminhar, também faça pelo correio.  No correio:
- peça um envelope grande, tipo SEDEX, para entrega rápida; 
- um envelope menor também tipo SEDEX para retorno rápido;
- pague as postagens para os dois envelopes;
- enderece o envelope grande para Secretaria de Estado com o endereço completo do escritório;
- dentro do envelope grande, endereçado a Secretaria de Estado, você deve enviar o outro envelope selado e endereçado, os documentos escolares, a money order ou o comprovante de depósito;
- Escreva uma carta/bilhete dizendo que que solicita a autenticação (Apostille) do (s) documento(s) escolar(es) e que deve (m) ser devolvido (s) usando o envelope menor que está selado e endereçado a você. Você também pode checar se a Secretaria apenas devolve documentos nos EUA ou se envia para outros países. Se a Secretaria somente enviar dentro dos EUA, peça a uma pessoa de confiança que receba este documento e envie a você no Brasil por correio expresso e deixe dinheiro para isso. Se a Secretaria aceitar enviar ao Brasil, coloque o seu endereço do Brasil e pague postagem internacional adequada.


NO BRASIL:
Para que os seus estudos no exterior tenham validade no Brasil, logo após o seu retorno você deve entregar o seu boletim com o apostille na sua escola (se ainda não tiver terminado o ensino médio) ou se tiver se graduado, você deverá entregar o documento do exterior junto com os históricos escolares referentes ao período estudado no Brasil na Diretoria de Ensino (consulte sua antiga escola para saber qual a Diretoria de Ensino mais próxima de sua casa).
Algumas escolas e Diretoria de Ensino exigem a tradução juramentada do seu boletim. Você pode procurar no site do Sindicato dos Tradutores (www.sintra.org.br) por tradutores específicos na língua do seu país hospedeiro ou em instituições de ensino da língua reconhecidos internacionalmente tais como Instituto Cervantes, Aliança Francesa, Instituto Goethe.
OBS: Lembre-se que o estudante não pode demorar mais de um mês para se apresentar o documento na sua escola. Caso isto aconteça, o estudante conseguir não validar o estudo.



sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Aos adolescentes ...





Se você é um adolescente, já deve ter se perguntado:

- Afinal o que é este tal de high school? E como fico sabendo se eu posso ir ou não?


Vou te explicar de forma simples:
Significa que, num determinado momento vai chegar o dia do seu embarque e tudo que lhe é familiar lhe será “tirado”:
- o seu quarto, suas coisas, sua casa;
- os seus pais, sua família;
- sua escola;
- os seus amigos/colegas de escola, os lugares que você costuma frequentar, a comida que você come, o clima, a língua que você fala;
- o seu cachorro, namorado(a), os outros jogadores do time, etc
Tudo isso e mais algumas coisas ficarão no Brasil.


Aí você toma um avião e o simples fato de tomar o avião, vira sua vida do avesso. Você então desembarca no país do intercâmbio:
- é outra cidade;
- é outra família, com hábitos diferentes, com outra maneira de educar os filhos, você chega nesta nova família sem saber do passado deles e o que é ou não importante para eles e vai ter que descobrir;
- é outra escola, as aulas são em outra língua e você tem que tirar notas;
- você não tem amigo algum e se quiser, vai ter que fazer. E para fazer amigos precisa ser simpático, sorrir, ser cara de pau e esquecer que você era um tímido no Brasil;
- é outro cachorro, que não te conhece e vai rosnar pra você;
- é outro clima, outro fuso horário e dependendo do lugar, por conta da gravidade, até a água gira ao contrário.
- é outro país, são outras leis.


Vai ter dificuldades nesta nova situação?
Óbvio que vai.
Quais dificuldades?
Todas.
Mas por que?


O que embarcou com você foram os seus pilares de sustentação somente: dignidade, honestidade, sua essência e tudo isso não muda de cultura para cultura.

Todo o restante mudou. Aquilo que lhe era familiar foi substituído. E você vai passar a pensar para fazer coisas simples, que antes fazia “no automático” como por exemplo:
- no primeiro dia na casa, “_levanto de pijama ou coloco outra roupa para tomar o café da manhã?”
- esse cachorro fica me olhando e não obedece. Será que tenho que falar inglês com o cachorro também?
- será que minha mãe hospedeira está brava? Como será a cara de brava dela?
- na aula de história, somente consegui entender que algum dia vai ter um teste e só entendi isso porque fala igual tanto em português como inglês, como vou fazer com a lição de casa? E nas provas?
- meus pais hospedeiros estão me dando atenção e suporte e acho que isto despertou ciúmes do meu irmão hospedeiro;
- será que eles acessam a internet? O que será que eles aprendem em aulas de história e geografia? Porque os meus colegas de escola não sabem nada sobre Brasil e fazem perguntas que para mim parecem óbvias;
- será que me deixarão no banco de reservas no próximo jogo? não entendi o que o técnico falou e fiz gol contra;
- o pessoal da escola me convidou para ir ao cinema, só que aqui não tem legenda, certo? E aí, como faço para entender o que diz no filme?

Aos poucos, você vai aprendendo a lidar com tudo isso. E vai se sentir mais forte e mais capaz. Você derrotará suas fraquezas ou aprenderá a lidar com elas, descobrirá talentos que não sabia que tinha. Você resgatará potencialidades que estavam escondidas ou adormecidas aí dentro de você.



E como você sabe se você pode ir ou não para um high school?
A pergunta que você tem que responder é: você está disposto a enfrentar tudo isso acima? Se sim, pode ir.


Entenda que todo mundo quer que o seu programa de high school dê certo. E você deve resolver aquilo que está ao seu alcance. Para as dificuldades que não dependem de você, você pode pedir e terá ajuda; seja da família hospedeira, seja dos coordenadores, seja da agência estrangeira e da brasileira. O objetivo de todo mundo é um só: que você faça um programa bem-sucedido.
Então, sentir medo e frio na barriga é normal, natural para alguém nesta situação. Mas é enfrentando o medo que nos tornamos corajoso. Não nascemos corajosos, nos tornamos.


Então, é isso:
Reescreva-se
Republique-se
Reinvente-se
E transforme-se na melhor edição de você mesmo.



High school é aquele programa que:
- ou você faz ou passa a vida arrependido por não ter feito;
- nenhum outro intercâmbio em qualquer outra fase da vida acrescenta mais que um high school;
- depois de um high school, você estará apto a viver em qualquer lugar do mundo, pode ir e vir e circular entre diferentes culturas.

- Você volta diferente de um high school (se é que vai querer voltar).

E aí? Você vai?

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

O(a) seu(sua) filho(a) adolescente nos EUA (para estudar e morar por um ano) custa o mesmo que no Brasil.

Percebo que muitos pais não tem muita noção sobre custos de intercâmbios, mesmo porque isso não é tão divulgado e decidi esclarecer aqui que não custa um absurdo. Mas, é muito difícil convencer alguém do que estou falando.

Diante disso, decidi fazer um paralelo e usei para isso o que gasto com o meu filho aqui no Brasil. Meu filho tem 15 anos e está no 1º ano do ensino médio em um colégio particular. Ele faz aulas particulares de inglês e por uma questão de saúde pratica natação. Ele vai bem na escola e não gasto com professores particulares, mas já gastei muito com fono. Tem hábitos simples: adora cinema e jogos de computador. Também atormenta a cachorra nas horas vagas.

E o que eu ganho com isso?

- viver em um país estrangeiro, conviver com a família hospedeira ou a comunidade escolar, (no caso das escolas boardings) e também com a sociedade local, experimentar a vida como estudante regular e fazer amigos de diversas nacionalidades produz resultados que vão muito além do aprendizado da língua estrangeira.
- adquirir habilidade para ir e vir de qualquer lugar do mundo, conviver e transitar nas diferentes culturas, compreender perspectivas globais, além do amadurecimento pessoal e do desenvolvimento de autonomia para enfrentar obstáculos da vida cotidiana são alguns dos benefícios dessa experiência única.

O  programa de High School consiste em fazer uma parte do ensino médio em outro país. A nossa lei de Diretrizes e Bases permite a revalidação do tempo estudado no exterior e, desta forma, o aluno consegue aproveitar no Brasil, o tempo estudado no exterior.
Eu costumo dizer que quem faz um ano de ensino médio nos EUA pode viver em qualquer lugar do mundo. Falo isso por se tratar do programa que mais exige do estudante: ele/ela tem que tirar notas na escola, tem que participar da vida da família e seguir regras. E vai entender muita coisa, como por exemplo, como é viver em um país onde as leis funcionam.
Eu poderia escrever mais um tantão aqui sobre os benefícios. A decisão de deixar ir é que é complicada, também sei disso. Acredito que se tiver mais informações do programa se sentirá seguro em tomar esta decisão. E pra isso, sigo a disposição.

Até mais,

Perpétua Devite