sábado, 8 de dezembro de 2018

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FYi - Intercâmbios: Bolsas em universidades americanas... existem? De ...: A resposta é sim. As bolsas variam de 5% a 100%. Mas como se classificar para estas bolsas de estudos?  Vamos lá: 1º) o estudant...

Bolsas em universidades americanas... existem? De verdade?



A resposta é sim. As bolsas variam de 5% a 100%.

Mas como se classificar para estas bolsas de estudos? Vamos lá:
1º) o estudante precisa se candidatar às vagas oferecidas, por razões óbvias: se não se candidatar, ninguém saberá que deseja ingressar na universidade com bolsa de estudos;
2º) precisará fazer tradução juramentada da vida escolar;
3º) juntar comprovantes e declarações de todos os cursos que já fez, trabalhos voluntários, e etc.;
4º) se é bom em esporte ou artes, faça um portifólio ou um blog onde coloque vídeos e outras formas de provar sua performance;
5º) faça uma carta de intenções;
6º) ter comprovação da fluência no idioma através de uma prova (toefl, ielts, por exemplo);



Mas de onde vem os recursos para estas bolsas?
As universidades nos EUA possuem uma associação muito forte, que é os ex-alunos (alumni). Quando um aluno inicia seus estudos na universidade, assume um compromisso de alumni e se dispõe a doar parte dos seus rendimentos quando deixar a universidade.
A universidade age desta forma porque garante que o estudante sairá de lá muito melhor do que entrou e que será muito bom em sua profissão e terá excelentes oportunidades. E realmente isso acontece. Baseado nisso, o número de ex-alunos durante toda uma existência de uma universidade é um exagero e esses alunos todos doam uma pequenina parte de seus rendimentos todos os anos.
Uma outra parte dos recursos das bolsas, vem de doações e heranças que as universidades recebem.


A grande maioria das universidades, além da análise dos históricos escolares, da prova de proficiência, dos comprovantes de trabalho voluntário, da carta de intenções, analisam um fator que é decisivo para as mais renomadas universidades americanas: que é o fator humano. Qual a qualidade deste ser humano que se candidatou? É generoso, tem empatia, é prestativo, é tolerante? são fatores que nenhum computador será capaz de substituir. E é o que faz a diferença.

Não há necessidade de ir até os Estados Unidos para se candidatar a uma bolsa de estudos em universidade. É possível fazer esse processo daqui do Brasil mesmo. E nós podemos ajuda-lo com isso. Temos acordo com organizações que representam mais de 100 universidades americanas que oferecem bolsas de 10% a 60%.
  
O maior problema do estudante brasileiro é a proficiência no idioma inglês. Uma forma de resolver isso, seria “entrar” na universidade pelo curso de inglês que oferecem a fim de preparar o aluno para fazer graduação na própria universidade. 

Do leque de universidades que temos, tem umas que estão com preços bem bacanas nos EUA e que merecem um destaque aqui:

UMKC - University of Missouri - Kansas City - www.umkc.edu : a UMKC está com bolsa de US$ 10.000 para 18 cursos de carreiras. Estas 18 carreiras, citadas abaixo no texto, custam US$ 20.000/ano e estão com bolsas de US$ 10.000, saindo US$

10.000/ano . Junta-se a isso, gastos com acomodação e alimentação.  
As opções de acomodação são: casa de família, os dormitórios no campus da universidade e os condomínios de apartamentos da universidade. Neste link, é possível encontrar mais detalhes: https://info.umkc.edu/housing/ . A conta que se faz é que o aluno gasta por volta de US$ 1.000 com acomodação/alimentação. Isto pode variar de acordo com o plano de alimentação que o aluno escolher e também se escolheu alojamento ou apartamento. Mas o valor que se usa é de US$ 1000/mês. Kansas City não é uma cidade turística e o custo de vida é baixo quando comparado a outros locais dos EUA. Para fazer um resumo de valores (tuition + moradia com refeições+ seguro saúde + taxas da universidade) dá um montante aproximado de US$ 22.000/ano. Mas eu aconselho ao aluno e pais adquirirem um seguro saúde adicional pois o seguro da UMKC é para atendimento na enfermaria do campus.


Os cursos que estão com as bolsas são: 
Arquitetura e Urbanismo, 
Arte e História da Arte, 
Ciências Políticas, 
Comunicações,
Criminologia, 

Economia, 
Filosofia, 
Física e Astronomia,
Geografia e Geologia, 
História, 
Inglês e Literatura, 
Línguas Estrangeiras, 
Matemática e Estatística, 
Psicologia, 
Química, 
Serviço Social, 
Sociologia
Teatro.
Neste link, você tem acesso às escolas e departamentos: https://www.umkc.edu/academics/

Neste link, você tem acesso aos cursos acadêmicos: https://cf1.umkc.edu/majormaps/
Clicando em cada um, abre a informação completa: requisitos, conteúdo, duração, mínimo de créditos por semestre, o tempo do curso (dependendo do tanto de créditos por semestre - isto pode variar de 4 a 5 anos) etc.
O nível de inglês exigido para frequentar os cursos é bem alto. No caso dos alunos brasileiros, o ideal seria fazer inglês de janeiro a julho e iniciar o curso de carreira em Agosto.

A universidade é classificada como Research Level I (a mais alta classificação em pesquisa).O ranking pode ser encontrado no Research Intensive, Public, State University of Missouri System. Ranking varia de departamento para departamento.Sobre empregabilidade, é difícil responder isso. Apenas para citar Kansas City, KC tem mais de 58.000 companhias e  os alunos tem direito de estender seu visto para Post-Curricular Optional Training.
Percebo que os alunos que entram para a universidade pelo curso de inglês conseguem bolsas parciais ou totais, para outras áreas, além das citadas acima. Hoje tem 8 brasileiros que frequentam a universidade distribuídos em 17.000 alunos pelo campus.Neste link, tem sobre minha visita a UMKC em Julho: http://www.fyi-intercambios.com.br/blog/meu-intercambio-aos-50-anos-de-idade/

Gannon University - http://www.gannon.edu/  -  Gannon oferece vários cursos de carreiras por US$ 22.000/ano (incluindo curso e acomodação com refeições). O valor regular é US$ 48.000 e as bolsas são de US$ 26.000.  Gannon oferece bolsas em um número maior de carreiras. As bolsas de estudos são oferecidos nestes cursos: http://www.gannon.edu/Academic-Offerings/Tempo de duração de cada curso também depende do tipo de programa, se Bachelor degree, entre 4 e 5 anos e como dito acima, vai depender de quantos créditos o aluno frequenta a cada semestre.

O posicionamento no ranking americano e mundial (Gannon University Rankings), de acordo com a universidade: #48 in Regional Universities North#28 in Best Colleges for Veterans



#9 in Best Value Schools#82 in Best Undergraduate Engineering Programs.

Gannon faz um pacote (curso+acomodação e refeições+seguro + taxas) e o valor aproximado é de US$ 23.000/ano. Não precisa seguro adicional, pois o seguro é bom/abrangente.Gannon também oferece curso de inglês para quem ainda não tem nível suficiente para frequentar os cursos de carreira da universidade e os valores anuais são os mesmos, mas a universidade faz uma divisão do calendário do curso de inglês a cada 9 semanas. No final, dá na mesma: 1 semestre = 18 semanas. Faz um semestre de inglês e se precisar, faz mais um semestre de inglês antes de iniciar os cursos de carreira.Hoje tem 3 brasileiros na Gannon distribuídos em aproximadamente 4.500 alunos no Campus.Erie - https://www.youtube.com/watch?v=Ugbep-PzvQMBelieve in the possibilities - https://www.youtube.com/watch?v=0fIcKsqEwa0 e https://www.youtube.com/watch?v=M7psCB0ZOx0



 Não tem concurso, nada disso. As bolsas existem para os alunos que atenderem aos pré-requisitos.(notas boas no ensino médio e proficiência no idioma).
Para os alunos que não tem inglês, também é possível garantir a bolsa, desde que aluno faça o curso preparatório de inglês da universidade antes de iniciar a graduação. O que também acho válido porque aí já resolve duas coisas: a fluência no idioma e a carreira/profissão futura.A revalidação do diploma no Brasil é feito por uma universidade pública que tenha o mesmo tipo de curso.  Em algumas carreiras, é necessário consultar o órgão regulamentador no Brasil, como CFO, CREF... que normalmente tem provas específicas para a aceitação aqui.  
Os cursos mais complexos para revalidação são na área de saúde e leis. As universidades são muito resistentes em aceitar alunos internacionais na área de saúde. Os motivos são vários e apenas para citar um deles, é o tempo do curso: 4 anos de graduação + master + doutorado (são 10-11 anos pra se formar em Medicina). 
Percebo que alguns estudantes de algumas carreiras não se preocupam com revalidação de diploma no Brasil, visto que a habilidade de falar o idioma inglês e ter se formado nos EUA, praticamente o habilita para trabalhar em qualquer lugar do mundo.
Segue abaixo uma explicação sobre o sistema de ensino americano:

De uns tempos para cá, muitos estudantes brasileiros têm optado por fazer a universidade nos Estados Unidos. Os motivos para isso são muitos, mas em especial eu gostaria de citar o que acredito ser o principal, ou seja, a educação americana privilegia a vivência do aprendizado: o aluno é levado a refletir sobre como aquilo que está aprendendo influenciará em sua vida, sua comunidade, seu país e o planeta.
As diferenças entre os sistemas começam no ensino fundamental, mas vão se intensificando ao longo dos anos e a flexibilidade do sistema norte-americano também atinge o ensino superior. Enquanto aqui é preciso decidir qual carreira seguir antes mesmo de ser aprovado no vestibular, lá, os dois primeiros anos da graduação contém disciplinas genéricas e a escolha da especialização só acontece nos dois últimos anos.
O sistema de educação americano oferece uma grande variedade de escolhas para os estudantes internacionais. Há uma tal variedade de escolas, cursos e locais, que as escolhas podem confundir os estudantes, até mesmo os americanos.
Então, vamos começar do começo: a primeira coisa a se fazer é tentar entender o sistema de educação americano. Isto ajuda com as escolhas:

Educação Infantil: Kindergarten:  Ages 5 to 6 years
Ensino Fundamental: Elementary School:  Ages 6/7 years to ages 14/15 years
Maioria das escolas públicas estão divididas em
Ensino Fundamental I – 1º ao 6º ano (Elementary School),
Ensino Fundamental II – 7º e 8º (Middle School).

Ensino Médio: High School:  de 9º a 12º. 
9º ano = freshman
10º ano = sophomore
11º ano = junior
12º ano = senior
Maioria dos alunos termina High School com 17 ou 18 anos

Graduação ("Undergraduate" ou primeiro nível de graduação)
Normalmente são necessários quatro anos para obter o bacharelado. O aluno pode começar seus estudos para obter o grau de bacharel em um community college ou em uma universidade ou faculdade de quatro anos.
Nos primeiros dois anos de estudos, você geralmente terá que cursar uma variedade de matérias, chamadas de general education ou educacao geral : literatura, ciências, ciências sociais, artes, história, etc. O motivo disso é adquirir um conhecimento, uma base geral sobre uma variedade de assuntos antes de se concentrar em um campo específico de estudos (major).
É preciso escolher a área principal/específica (major) no começo do terceiro ano de estudos, pois a partir do 3º ano, o aluno terá que  fazer um certo número de matérias específicas para atender aos requisitos de formatura do seu curso. Para quem já sabe o que quer, é possível começar a incluir materias dirigidas a seu “major” desde o primeiro semestre.

Community College
Primeiros anos de educação pós ensino médio.
Muitos estudantes preferem estudar em um community college para fazer os primeiros dois anos das matérias de pré-requisito. Eles obterão o grau de transferência de Associate of Arts (AA), para então poderem se transferir para uma universidade ou faculdade de quatro anos.
Oferecem programas técnicos ou profissionalizantes (ajudante de enfermagem, auto mecânico, artes culinárias, desenho de moda, eletricista, encanador, técnico em computação, etc.)
Destinado a todos e o processo seletivo é feito através de um teste de inglês e matemática.
Os alunos recebem um Associate’s Degree. Normalmente, existem dois tipos de formação: uma que visa a transferência acadêmica, e outra que prepara os estudantes para entrar diretamente no mercado de trabalho. A formação com transferência para universidade costuma ser o "associate of arts", de ciências humanas, e o "associate of science", de ciências exatas e biológicas.

College (Faculdade)
São 4 anos ou um mínimo de 120 créditos de educação pós ensino médio, a nível de Bacharelado.
Oferecem alguns programas a nível de pós-graduação.

University
São 4 ou mais anos de educação.
Muitos programas educacionais, grande número de programas de pós-graduação e profissionais. Muitas universidades tambem se dedicam a pesquisa e são designadas como Universidades de pesquisa. Nestas, os professores além de lecionar, fazem pesquisas.
Não existe universidade gratuita aos alunos nos EUA.
1) Universidades Públicas – parcialmente custeadas pelo governo estadual e tem um custo de instrução mais baixo que as universidades particulares.
2) Universidades Particulares -  custeadas somente pelos alunos e doações

Pós-graduação (Graduate - segundo nível - em busca de um mestrado)
O curso de pós-graduação geralmente é uma divisão da universidade ou faculdade. Para ser aceito, o aluno precisará fazer o exame GRE (Graduate Record Examination),
A pós-graduação é obrigatória em posições de nível mais alto em Engenharia, Pedagogia, etc.- Alguns cursos de mestrado exigem testes específicos, tais como o LSAT para Direito, o GRE ou GMAT para Administração de Empresas e o MCAT para Medicina.
Os cursos de mestrado costumam levar de um a dois anos para serem feitos. Por exemplo, o MBA (Mestrado em Administração de Empresas) costuma levar dois anos em média. Outros cursos de mestrado, como Jornalismo, levam apenas um ano.
A maior parte do tempo de um curso de mestrado é dedicada a pesquisa; o estudante de pós-graduação deve preparar um longo trabalho de pesquisa denominado "tese de mestrado" ou fazer um "projeto de mestrado".

Pós-graduação (terceiro nível - no nível de doutorado)
Muitas escolas de pós-graduação consideram o mestrado como o primeiro passo para a conquista de um PhD (doutorado). Porém, em outras escolas, os estudantes podem preparar-se diretamente para o doutorado sem ter feito um mestrado. O doutorado (PhD) pode levar três anos ou mais. Em muitos casos, tanto para alunos domésticos, como para estudantes internacionais, pode estender-se até cinco ou seis anos.
Durante os primeiros dois anos do curso, a maioria dos candidatos do doutorado se inscrevem em cursos e seminários. Pelo menos um outro ano é passado fazendo pesquisa e escrevendo uma tese ou dissertação, contendo pareceres, projetos ou pesquisas que não tenham sido publicados anteriormente.
A dissertação do doutorado é uma discussão e um resumo do conhecimento acadêmico sobre um determinado tópico. A maioria das universidades americanas com curso de doutorado também exige que os candidatos passem um certo período de tempo como residentes, façam um exame de qualificação que admita oficialmente os candidatos ao curso de PhD, e façam um exame oral sobre o mesmo tópico da dissertação.



ALGUMAS CARACTERÍSTICAS:
Ano acadêmico:
O ano letivo costuma iniciar em agosto ou setembro e vai até maio ou junho. A maioria dos novos estudantes começa em agosto, mas também pode-se começar a estudar em qualquer dos três termos letivos: agosto, janeiro ou junho. O ano acadêmico em muitas faculdades é composto de dois semestres. (Algumas escolas usam o calendário de três períodos). Algumas escolas incluem o período do verão como sendo mais um “semestre” opcional, mas de forma compactada, ao que chamamos de cursos de verão. É um bom recurso para quem está interessado em encurtar o tempo de permanência na universidade.

Sistema de notas:
A avaliação do desempenho nos cursos costuma ser feita usando porcentagens que são convertidas em conceitos (letras). Estas letras sao A, B, C, D, e F. Elas se correlacionam com numeros. A=4; B=3; C=2, D=1 e F =0.  Notas vão de 0 a 4 nos USA.
O sistema de avaliação e o GPA dos EUA podem ser confusos, especialmente para os estudantes internacionais, mas podemos resumir em média aritmética ponderada das notas do ensino médio. Na realidade é bem fácil de fazer a conversão. A maioria das universidades boas nos USA requer uma média aritmética de alunos internacionais de 3,0. Isso equivale a 7.5 no Brasil, considerando-se que as notas no Brasil vão de 0 a 10.

Flexibilidade:
Uma característica típica do sistema de educação superior americano é o fato do aluno poder mudar a sua área principal de concentração muitas vezes, se assim o desejar. É muito comum os estudantes americanos mudarem de curso durante os estudos de graduação. Frequentemente, os estudantes acabam descobrindo um outro campo de estudos mais interessante. Por exemplo, um aluno pode comecar a estudar engenharia e mudar para literatura. Para isto, é só começar a fazer as aulas deste novo major.

As aulas variam desde dissertações em grandes anfiteatros com centenas de estudantes, a turmas menores e seminários (aulas de debates) com poucos alunos. A atmosfera nas salas de aula das universidades americanas é muito dinâmica. Espera-se que os estudantes expressem suas opiniões, defendam seus pontos de vista, participem de debates nas aulas e façam apresentações. Os estudantes internacionais consideram este um dos aspectos mais surpreendentes do sistema de educação americano.

Créditos
Cada matéria vale um certo número de créditos ou horas de crédito. Esse número equivale aproximadamente ao número de horas que o estudante passa em sala de aula por semana para uma determinada matéria. Uma matéria costuma valer de três a cinco créditos.
Um curso de tempo integral na maioria das escolas vale de 12 a 15 horas de crédito e é preciso cumprir um determinado número de créditos para se formar. Em geral, um bacharelado requer um mínimo 120 créditos. Se o aluno quer obter mais que um major ou um major e um minor, terá que obter um número bem mais alto de créditos.
O que é um major e um minor? Major é a concentração principal (foco principal) e minor pode ser visto como uma segunda concentração. Nos USA, é possível para um aluno ter mais que um major ou um minor.

Transferências
Se um aluno se inscrever em uma outra universidade antes de se formar, geralmente a maioria dos créditos acumulados na primeira universidade podem ser usados para a graduação na nova universidade. Depende da qualidade e ranking de ambas universidades, mais ou menos créditos são aprovados na transferência. Isso significa que um estudante pode transferir-se para outra universidade e ainda assim se formar dentro de um período de tempo razoável.


Requisitos para ingressar nas universidades americanas:

Requisitos para residentes nos EUA
SAT: Scholastic Aptitude Test
ACT: American College Testing Program
GPA: Grade Point Average
(obs.: a maioria das universidades não requer  SAT e ACT, apenas o GPA)

Undergraduate Degrees: Graduação
Associate Degree: Community College
Bachelor of Arts: College or University
Bachelor of Science or University

Graduate School: Pós-Graduação
Master of Arts
Master of Science
Doctor of Philosophy (Ph.D.)

Professional schools:
Medicine
Dentistry
Veterinary Medicine
Law

Requisitos para alunos internacionais
- ter concluído o ensino médio e com boas notas (usado para calcular o GPA);
- GPA: Grade Point Average
- fazer a tradução juramentada do histórico escolar do ensino fundamental e médio;
- provar a proficiência no idioma através de exames (TOEFL) ou fazer o curso de inglês antes de ingressar**
- preencher um application (questionário do seu perfil)  com seus objetivos, o que é importante, o que busca, conforme documentação fornecida;
- prova de fundos (extrato bancário);


Para mais informações:
FYI - intercâmbios e Viagens
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+55-11-4301-1110
+55-11-94458-7878
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terça-feira, 13 de novembro de 2018

Ensino médio feito no exterior é válido no Brasil



Ensino médio: sim, é possível revalidar os estudos feitos no exterior
Você sabia que, é possível revalidar aqui no Brasil, os estudos feitos no exterior?
Que você não precisa "perder" o tempo estudado no exterior, que dá pra aproveitar aqui? 
E dá até pra se formar com a turma que você deixou aqui, se isso for importante pra você.

É possível,  um adolescente, com 15 anos de idade, que nunca frequentou uma escola, chegar numa escola e pedir pra frequentar a série aonde as pessoas tem a mesma idade dele, simplesmente porque se julga capaz e diz que sabe a mesma coisa que todos que frequentam a escola?
A resposta é sim, é possível, desde prove que tenha capacidade para acompanhar os estudos, que tem conhecimento, pode ser matriculado SIM no 10º ano da escola e frequentar a escola como qualquer outro adolescente de 15 anos, no 10º ano (1º ano do ensino médio).
Uma das formas para avaliar isso seria aplicando uma prova no novo aluno, que neste caso, chamamos de prova de equivalência dos estudos.
Ninguém te conta isso, mas a lei é abrangente e permite isso.

O problema é que, no Brasil, existem muitas interpretações da mesma lei, a lei que regulamenta o sistema de ensino no Brasil, a LDB - Lei de Diretrizes e Bases.
Este item é complexo e extenso.
Então, vamos conversar sobre revalidação/autenticação dos estudos para o ensino médio.

O programa mais bem elaborado, mais bacana que alguém pode fazer no exterior é o high school, que nada mais é do que o ensino médio em outro país.

O high school é um programa que:
-  ou você faz e passa a vida falando sobre ele...
- ou passa a vida arrependido porque não fez o tal programa.

O intercambiário do programa de high school, este estudante de ensino médio,  para ter os estudos revalidados no Brasil deve:
- estar cursando (ou estar matriculado) o ensino médio aqui no Brasil;
- fazer as matérias obrigatórias no exterior;
- retornar com um documento válido do exterior que permita revalidar os estudos aqui.


Dependendo do país escolhido para intercâmbio de high school, o adolescente pode ou não escolher as matérias a cursar. Em alguns países/escolas é o estudante quem escolhe as disciplinas. Em alguns países/escolas, o estudante deve-se adequar a um horário escolar pré estabelecido, assim como é no Brasil.
A Lei de Diretrizes e Bases que regulamenta esta parte, revalida semestre a semestre, ano a ano. Logo, se um estudante cursou um semestre de ensino médio no exterior, ele revalida um semestre de ensino médio no Brasil, se o estudante cursou um ano, revalida um ano letivo.

E que matérias são estas?
A Lei (LDB) não cita matérias, mas fala em matérias de núcleo comum. E no passar dos anos, surgiram alguns pareceres sobre estudos no exterior, definindo o que seriam as matérias de núcleo comum.
Pois bem, os pareceres falam em um mínimo de  5 matérias de núcleo comum, distribuídas da seguinte forma:

  1. uma na área de comunicação e expressão; por exemplo: Inglês, Alemão, Francês, Literatura, Redação, etc.
  2. uma na área de Estudos Sociais; por exemplo.: História, Geografia, Leis, Economia, Governo, Estudos Sociais, Política, etc;
  3. uma na área de Ciências Exatas;  por exemplo: Física, Química, Álgebra, Geometria, Matemática, etc
  4. uma na área de Biológicas; por exemplo: Biologia, Biologia Marinha, Ciências, Saúde, etc
  5.  uma  na área de prática educativa; por exemplo: Educação Física, Esportes, Dança, Musculação, Aeróbica, etc;

Não obrigatórias, mas aconselháveis... uma outra disciplina qualquer à sua escolha -  a ideia aqui é escolher uma opção que facilite a socialização, por exemplo: Teatro, Dança, Culinária, Cerâmica, Coral, Música, Banda da escola,  Fotografia, Informática, Grêmio, os cursos avançados nas escolas ou matérias eletivas também é uma forma de entrar pra grupos etc.

Algumas coisas para se lembrar:

Algumas escolas e delegacias de ensino do Brasil falam em um mínimo de 5 matérias de núcleo comum, mas a maioria já exige um mínimo de 6 matérias, e pedem apara os alunos pegarem duas matérias em uma determinada área, mas isto é somente um pedido da escola daqui e não uma lei. A lei pede um mínimo de 5.

Assim como no Brasil, no exterior, o estudante tem um número limite de faltas permitidas. E ainda tem as regras do programa de high school que não permitem faltar às aulas.

Algumas escolas estrangeiras não tem o hábito de incluir o esporte no boletim como matéria cursada. Caso não tenha sido incluído, deverá solicitar uma declaração em papel timbrado da escola estrangeira dizendo que você praticava tal esporte no período de tal a tal.

Se o estudante não tiver notas boas em uma ou mais dessas matérias e esta matéria deixar de ser incluída em seu boletim escolar, poderá ter problemas com a revalidação de seus estudos quando voltar ao Brasil

DÚVIDAS MAIS FREQUENTES:

I) Se o estudante vai embarcar para este programa (high school), até quando tem que continuar estudando, até que dia tem que ir a escola aqui no Brasil? 

- se você visitar o portal do MEC, não encontrará uma resposta para isso. A Lei que veio estabelecer as diretrizes para tudo, ou seja, a LDB de dezembro/1996, não tem uma resposta exata pra isso. Mas ao longo dos anos,  tivemos vários pareceres que começaram a ser usados como base para decisão de casos de revalidação de estudos no exterior...e mais umas espécies de emendas à lei original como forma de regulamentar de forma mais específica um determinado assunto.

Vamos ser mais práticos? Vamos lá...
- um dos pareceres, por exemplo, dizia que o aluno, por ter decidido fazer um high school, parou de estudar no Brasil em abril de um ano, embarcou em agosto do mesmo ano para o exterior e voltou com as notas, um ano letivo depois. Ele perdeu o ano escolar no Brasil, não porque foi para o intercâmbio, mas porque parou de estudar muito tempo antes do embarque. Este caso virou um PARECER. E muitos delegados de ensino o usam como uma espécie de jurisprudência sobre o assunto.
- a partir deste parecer, a maioria dos delegados de ensino, acredita que não deve existir um prazo superior a 30 dias entre uma escola e outra.
- ou seja, se você está sendo "transferido" de uma escola pra outra para CONTINUAR, para PROSSEGUIR os seus estudos, não deverá existir um intervalo sem frequência superior a 30 dias entre uma escola e outra.
- lógico que períodos de férias não contam.
- portanto, se um estudante de intercâmbio está embarcando para a Espanha, por exemplo, com o objetivo de fazer um ano letivo de high school... o ano letivo na Espanha começa no final de setembro ou início de outubro, dependendo da escola. E se o estudante ficar sem frequentar as aulas aqui no Brasil, em agosto e setembro, poderá ter problemas para revalidar os estudos na volta.
- existe uma "teimosia" (resistência) dos pais com relação a este assunto, e normalmente porque não querem arcar com o valor da mensalidade da escola de julho e de agosto, já que  o filho vai embarcar para um high school no hemisfério norte.
- é importante ressaltar que "coisas" podem acontecer aqui ou no destino, que posterguem o embarque e isso pode comprometer o ano escolar, se o estudante tiver parado de estudar esperando o embarque. Um exemplo: greve da escola no país de destino.

II) o estudante tem que ter notas boas para embarcar? E se não tiver o que acontece?
Vamos lá: para ter os estudos revalidados, o estudante de ensino médio deve cursar as disciplinas de núcleo comum, conforme já relacionamos anteriormente, ter notas aprovatórias e ter frequentado a escola (não ter faltas).
Vamos supor que você, está no 2º ano do ensino médio, ou no 11º ano escolar aqui no Brasil. E aí em agosto, você embarca para o programa de high school para ficar um semestre letivo no exterior.
Quando você voltar ao Brasil, você entra no 3º ano do ensino médio e segue os seus estudos normalmente.
E como fica o seu boletim ou o seu histórico escolar?
Fica assim:
- na parte das notas do 2º ano, vem listadas as matérias que você cursou e as notas que conseguiu até o seu embarque. E como você concluiu no exterior, virá com uma nota dizendo "concluído no exterior de acordo com a LEI  LDB (Lei de Diretrizes e Bases) 9394/96 e mais etc" 

No entanto, para que isso aconteça, você deve ter deixado tudo certo aqui e fazer tudo certo lá no país de intercâmbio.
Se não o fizer, a escola daqui pode exigir que você, ao retornar, faça adaptações (DP/dependência) das disciplinas que deixou com notas reprovatórias antes do embarque. Neste caso, a escola permite que você, aqui no nosso exemplo, se inscreva no 3º ano, mas terá que cursar as matérias pendentes no 2º ano.
O que a gente vê acontecer é o brasileiro dar um jeito nisso: se a escola para a qual ele deveria voltar, exigir isso, o estudante e seus pais procuram uma escola que não faça tal exigência. Mas aí, você não participa das festividades de formatura com a turma da escola que deixou pra trás. Vai ter que se formar com uma turma diferente.


III) E se escola aqui no Brasil for sistema trimestral, como resolve?
Não importa se sua escola, no Brasil, é trimestral, ou seja lá o tipo de avaliação que adote, o importante é que a escola avalie  o estudante até o dia que cursou a escola e faça isso constar do seu histórico escolar.
Quando você embarca para um intercâmbio, você deve raciocinar como alguém que está de mudança: imagina a seguinte situação--> o seu pai foi transferido para trabalhar em outro país por um longo tempo e está levando toda a família com ele. E numa dessas, você precisa ser transferido(a) da escola daqui pra escola de lá.
É a mesma situação no intercâmbio. A diferença é que sua família natural fica no Brasil.
E aqui fica evidenciado a importância de você frequentar a escola no Brasil até o seu embarque, que foi o que discutimos na última postagem.


     IV) E se eu embarcar para o Canadá (escola pública) ...  ouvi dizer que no Canadá somente é possível escolher 4 disciplinas? Como faço pra revalidar se preciso de 5 disciplinas segundo a nossa lei? 
Na verdade, nas escolas canadenses que são do sistema semestral, o aluno escolherá 4 matérias. Nas escolas canadenses que são do sistema anual, o estudante consegue escolher 8 matérias. Para o pessoal de semestre entender: a escola coloca no boletim somente 4 matérias. O que acontece:  os alunos tem aulas das mesmas matérias todos os dias, e as aulas tem duração de 1h50min em média. Estas aulas iniciam-se por volta de 8h da manhã e se estendem até 15:30-16:00h. Baseado nisso, no calendário escolar, somente é possível encaixar 4 disciplinas.
 A forma como os brasileiros resolvem isso? conversando. Explicando pra escola que no Brasil, a lei exige um mínimo de 5 matérias consideradas de núcleo comum e que você deve encaixar mais 1 matéria. Então, os estudantes que embarcam para o Canadá se concentram em escolher uma em cada área, como por exemplo: francês (comunicação e expressão), geografia (estudos sociais), geometria (exatas) e ciências (da área de biológicas). E as outras disciplinas como esportes, dança, teatro, banda de música da escola, o estudante consegue encaixar no horário extra e é possível fazer constar como disciplina cursada. Também é possível se inscrever na academia da cidade e isto é considerado como Educação Física.
No boletim escolar, provavelmente, somente aparecerão as 4 matérias que se assistiu em sala de aula. Então, o aluno de intercâmbio brasileiro deve pedir uma declaração à escola, e nesta declaração deve constar que durante o período de X a Y, o estudante tal, praticou tal esporte, participou de tal peça de teatro, fez academia na cidade e assim por diante.
E na hora de mandar os papéis para o Consulado Brasileiro/Secretaria para fins de autenticação, o estudante de intercâmbio deverá mandar o boletim e as declarações para que todos os documentos sejam validados.
    IV) Que série eu vou cursar no exterior?
     Não tem uma regra sobre isso, mesmo porque as séries do Brasil não batem com as séries do exterior. E isto não te impedirá e nem atrapalhará para fins de revalidar os estudos no Brasil.
     Digo isso porque em alguns países temos apenas 2 anos de ensino médio e em outros países temos 8 anos de ensino médio. Logo, fica praticamente impossível saber que série você deve cursar no exterior e isso é um assunto que deve ser definido pela escola estrangeira. Você deve deixar a decisão da série para a escola que está lhe recebendo.
     A escola estrangeira, normalmente, se baseia em alguns fatores para decidir em que série vai matricular o estudante de intercâmbio.
     Esses fatores são:
     - as notas que o estudante de intercâmbio conseguia em sua língua nativa;
     - quantos anos de ensino médio já tinha cursado no Brasil e quantos faltaria pra cursar ainda;
     - a idade do intercambiário (data de nascimento);
     - a habilidade em se comunicar na língua do país de destino;
     - e alguns países, como Itália, por exemplo, considera aptidão e interesses do estudante também.
Lembrando que você não precisa trazer um diploma dos estudos realizados no exterior.  Algumas escolas somente fornecem diploma aos alunos que fizeram todos os anos do ensino médio na escola. Basta apenas um documento aonde conste as disciplinas que você cursou, de quando a quando, suas notas, documento este em papel oficial da escola e assinado por autoridades da escola. O estudante deve ter cursado as matérias obrigatórias e ter frequência às aulas. A série cursada ou o diploma não importam para fins de revalidação de tempo de estudo.


V) E eu vou conseguir acompanhar a minha escola aqui no Brasil quando eu voltar do intercâmbio?
Depende!
Depende de como você era como aluno aqui.
Depende de sua força de vontade.

Antes de ir pro intercâmbio, você já tinha dado uma relaxadinha. Muita gente estranhou as notas que você tirou antes do embarque? Você estava ansioso?
Vamos combinar que você tomou uma decisão de gente grande quando decidiu ir para o intercâmbio, mas não precisa esculhambar com o resto só porque você se orgulha disso. Então, você voltou do intercâmbio, voltou pra sua escola e voltou pra aquilo que já não estava aquela maravilha? ou suas notas estavam uma belezura?

Enfim, sim, você vai penar um pouco para entrar no ritmo dos seus colegas e acompanhar as aulas no Brasil, por conta do CONTEÚDO que você perdeu.
Mas foi só conteúdo você perdeu.
Você não perdeu tempo, você não perdeu nada, muito pelo contrário.

Uma coisa que o intercâmbio faz com os adolescentes: cria neles o hábito de fazer lição de casa e de estudar ou pelos menos olhar os cadernos todos os dias. Você faz isso no seu país de intercâmbio por conta da dificuldade da língua e da exigência da escola e acaba virando um hábito. E por conta disso, os intercambiários voltam com um outro ritmo de vida do intercâmbio.
Enquanto os amigos aqui reclamam que tem que estudar, você, intercambiário, acha que está fácil, afinal de contas vai estar estudando matéria em português, sua língua nativa.
Então, pra resumir, a dificuldade pela perda do conteúdo que foi dado enquanto você não estava aqui, esta dificuldade vai existir.
Mas você pode tirar essa diferença, estudando com os seus amigos, fazendo reforço na escola.
Mas por outro lado, você terá um outro ritmo de vida, um jogo de cintura e uma maturidade pra resolver isso tudo, que os seus colegas de classe não terão e isso fará toda a diferença.
Você se sentirá mais maduro, mais preparado, com mais clareza pra resolver qualquer situação que tenha.
E quanto aos seus amigos, neste quesito, você vai ter a impressão que: congelaram os seus amigos enquanto você estava no intercâmbio e descongelaram quando da sua chegada. Ou seja, eles são os mesmos, não mudaram nada.

Na verdade, a única coisa que vai ter mudado depois do seu intercâmbio será a música, a música que toca na rádio.
Talvez o prefeito!
 Mas só! 

VI) E o conteúdo, a matéria, é a mesma que é ensinada aqui é a mesma que é ensinada lá? Mas e o vestibular?
Vamos pensar o seguinte:
- se você, no Brasil, decidir mudar de escola, vai sentir diferença no conteúdo da mesma matéria, na mesma série, em outra escola.
- e aqui estamos falando exatamente da mesma série, sob as mesmas leis.
- que dirá quando você muda de país.
- então, sim, haverá a diferença de conteúdo.

Se estivermos falando de alguns países, tais como:

- Nova Zelândia, Austrália, Europa de uma forma geral...
- vaga em universidade, nestes países é bastante concorrida, disputada. Proporcionalmente falando tem poucas universidades para uma população jovem grande. E a concorrência para cada vaga é bem grande;
- o que habilita ou não um estudante daquele país a ingressar na universidade é exame ou exames;
- por conta disso, as escolas a nível de ensino médio nesses países tem um conteúdo similar ao nosso aqui no Brasil; - se compararmos com nossas escolas particulares, são escolas puxadas e os nossos intercambiários "penam" pra acompanhar a matéria em alguns casos; 
- alguns intercambiários de diversas nacionalidades se juntam para estudar em grupos para um melhor resultado na matéria;
- algumas escolas estrangeiras optam por não exigir tanto dos intercambiários e desenvolvem um critério de avaliação diferenciado na hora de fazer o boletim do intercambiário, como por exemplo, assiduidade, interesse, participação, a disposição em aprender, a simpatia, e etc;
- já vi estudantes brasileiros que aqui tinham notas escolares excelentes precisando de ajuda e reforço na escola na Austrália, por exemplo;
- então, concluímos que assim como no Brasil, nestes países aonde um exame ou exames qualifica ou não o aluno para ingressar em uma universidade, nesses países, as escolas são "mais puxadas" e o conteúdo tem alguma semelhança com o conteúdo de Brasil.
- Obviamente que Língua Portuguesa, Literatura Brasileira, História do Brasil, Geografia do Brasil...este tipo de disciplina só se encontra na escola daqui.

Se estivermos falando de alguns países, a exemplo de Estados Unidos,  a história é outra:

- o americano não tem preocupação com exames que classificam para ingressar em universidades; simplesmente porque eles não tem esses exames, não precisam passar por isso;
- nos EUA,  mesmo as universidades públicas, são pagas. Não tem a gratuidade;
- as universidades são muitas e caras;
- uma coisa que os americanos tem muito e nós não temos, é o tal do college. O college é uma espécie de faculdade, um curso técnico de 2 anos. O aluno americano, ao terminar o college, ele se torna uma espécie de tecnólogo; 
- E lá, tem curso de técnico pra qualquer coisa... enquanto aqui no Brasil, o pedreiro aprende a profissão com alguém, lá ele faz um curso técnico pra virar o pedreiro, vira uma espécie de técnico em edificações;
- e é assim pra tudo;
- esse tipo de college - tem muitos e é barato;
- esses colleges situam-se ao redor de grandes universidades;
- e estas universidades mantém acordos com esses colleges e aceitam esses alunos do college;
- esses alunos, ao ingressar nas universidades conveniadas, eliminam matérias e as vezes conseguem "pular" um ou dois anos de curso universitário;
- o que habilita o aluno a ingressar num college e depois na universidade é o seu passado escolar. A análise do histórico escolar permite ou não o ingresso do aluno num college ou numa universidade;
- baseado em tudo isso, o equivalente ao ensino médio americano não tem como objetivo preparar alunos para exames e sim "preparar para enfrentar a vida";
- na high school americana, o nosso estudante encontra todo tipo de matéria e vai desde "como ter sucesso no casamento" até Literatura a base de Shakespeare;
- os nossos estudantes costumam considerar fraca a escola americana;
- americanos usam a calculadora para fazer contas básicas, mas o raciocínio é o seguinte: se é este aparelhinho chamado calculadora que iremos usar a vida toda, então é matemática na calculadora científica que temos que aprender (simples assim);
- já teve brasileiros que foram na expectativa de uma escola fraca, e se “estrumbicaram”;
- o conteúdo de uma escola americana jamais vai ter algo a ver com o nosso conteúdo aqui no Brasil, por tudo o que eu expliquei acima;
- muitas escolas americanas permitem que o estudante de high school (o intercambiário) participe da formatura e receba um diploma.


Mas, a pergunta é: por que você quer que o conteúdo das disciplinas de lá do seu país de intercâmbio seja o mesmo que o conteúdo da sua escola aqui do Brasil?

Tem uma coisa que eu não entendo no brasileiro: a pressa em prestar vestibular, a pressa em passar no vestibular, a pressa em iniciar uma universidade e a pressa em terminar uma universidade. Por que decidir desta forma a sua profissão, o seu futuro?

Mas, a pergunta é: por que você quer que o conteúdo das disciplinas de lá do seu país de intercâmbio seja o mesmo que o conteúdo da sua escola aqui do Brasil?
Faz o intercâmbio, sem esquentar a cabeça com vestibular.
Quando você retornar, você pensa nisso.
E se não deu pra passar de primeira, você estuda, faz cursinho, sei lá e aí passa e faz.
E não importa qual intercâmbio, pra onde, importa que você saiu daqui. Só isso.
Estará mais maduro, com outra visão de mundo.
Isto fará toda a diferença na escola de sua futura profissão.
Você volta do intercâmbio falando outras línguas e mais maduro pra lidar com qualquer tipo de situação.
E acredite: isto te deixará bem diferente dos outros milhares que a universidade despeja todos os anos.
Então:
Pense grande, vá longe!

VII) e que documento tenho que trazer na volta?
Para ter seus estudos revalidados aqui no Brasil, a única coisa que você precisa trazer de volta é um boletim escolar

Para ter validade no Brasil, o documento (boletim) precisa ter um carimbo do Consulado Brasileiro ou uma Secretaria no país do intercâmbio.
Simples assim!
Existe a burocracia e a demora de no mínimo 48 horas e no máximo de 3 meses, mas dá pra lidar com isso numa boa, basta você se programar.

Por que o carimbo/selo do Consulado?
Através deste carimbo, o Consulado Brasileiro ou as Secretarias atestam que o documento é válido e autêntico.

De posse do boletim carimbado pelo Consulado ou Secretarias você já pode voltar ao Brasil.
Na teoria, a LDB (a Lei de Diretrizes e Bases) não exige a tradução juramentada, mas as escolas e as delegacias de ensino continuam exigindo, na maioria das vezes.

Depois disso:
- se você ainda vai prosseguir seus estudos no ensino médio, basta entregar o boletim na sua escola brasileira e voltar a estudar normalmente;
- se você voltar com o ensino médio terminado, basta entregar o boletim na Delegacia de Ensino mais próxima a sua residência aqui no Brasil. A Delegacia de Ensino publicará no Diário Oficial a conclusão dos seus estudos no ensino médio e emitirá o seu certificado.

Para conseguir o endereço dos Consulados Brasileiros no seu país de intercâmbio, você deve ir no site do Ministério das Relações Exteriores ou  http://www.itamaraty.gov.br/assistencia-consular
Lá você encontrará os endereços dos Consulados Brasileiros no exterior e suas jurisdições.

Algumas observações:
- se você foi para intercâmbio em um país europeu, é bem provável que o Consulado exija que você vá ao Ministério da Educação ou algum outro orgão competente para tal daquele país para que o orgão diga que aquela escola que você frequentou é uma escola credenciada.
- as vezes, este tipo de afirmativa (reconhecimento da escola como entidade de ensino) é feita pela própria prefeitura local ou pelas secretarias;
- e as vezes, também, torna-se necessário "reconhecer firma" das assinaturas que constam do documento tanto da escola (do boletim) como dos documentos emitidos neste caso, pelo orgão de educação competente
- e aí só depois disso, você pode enviar o seu boletim ao Consulado Brasileiro.

Os únicos estudantes dispensados de autenticar o documento, são os estudantes que vão pra França. Na época do governo do FHC (Fernando Henrique Cardoso) fez-se um acordo com o governo francês. Por este acordo, documentos franceses valem no Brasil e vice-versa.

Lembrando que tal procedimento é uma responsabilidade do estudante de intercâmbio.

Portanto:
Os estudantes devem vir para o Brasil com seu documento escolar autenticado pelo Consulado Brasileiro ou por uma Secretaria;
O documento deve ser emitido no papel timbrado da escola e deve conter a assinatura do diretor. Caso não seja possível a impressão em papel timbrado, peça para que a escola carimbe o boletim.
No documento que a escola vai lhe entregar, deve constar:
·       a série em que você está matriculado;
·       a data de início e término de seus estudos;
·       o nome das matérias que você cursou;
·       o número de faltas;
·       as notas;
·       o sistema de avaliação.

     Caso você tenha praticado algum esporte ou qualquer outra disciplina (teatro, arte, banda da escola e etc...) e esse esporte não constar do boletim escolar;  peça à sua escola para fornecer uma declaração em papel timbrado da escola dizendo que você praticava tal esporte. Você deve fazer com essa declaração tudo o que fizer com o seu boletim, ou seja, essa declaração deve ser enviada junto com as notas para o Consulado ou Secretaria para que o Consulado coloque o carimbo, etc etc...


VIII) E com que "cara" vai ficar meu histórico escolar aqui no Brasil?
Ainda falando sobre ensino médio feito no exterior, intitulado High School Program...
Vamos supor que você tenha deixado sua escola aqui no Brasil na metade do 1º ano do ensino médio pra ficar um ano letivo no exterior.
Pela lei, ao voltar para sua escola no Brasil, você entra na metade do 2º ano do ensino médio na sua escola no Brasil.
O seu histórico escolar ficará da seguinte forma:

1º ano do ensino médio...
- normalmente as delegacias e escolas dividem o 1º ano em duas colunas;
- na coluna do 1º semestre letivo, virá uma lista das matérias que você fez aqui no Brasil e sua nota antes do embarque;
- na outra coluna, a do 2º segundo semestre letivo, virá uma observação dizendo que você concluiu o 1º ano no exterior de acordo com a LDB (Lei de Diretrizes e Bases).
- portanto não se somam as suas notas no Brasil com as notas que você conseguiu no intercâmbio, simplesmente porque não tem como somar, visto que os critérios de avaliação são diferentes, as disciplinas são diferentes, o conteúdo não bate...
- então, pra resumir, na escola no exterior, você só precisa seguir a lei: cursas as matérias, prestar atenção pra ver se você está cursando as matérias que são de núcleo comum, não ter faltas e trazer o documento conforme já conversamos.

Outro exemplo:
- vamos supor que você estava no início do 3º ano do ensino médio aqui no Brasil e embarcou para um high school, ficou um ano letivo no high school e voltou ao Brasil.
- note que neste caso, você vai voltar ao Brasil, mas já com o ensino médio terminado.
- então, basta entregar o documento autenticado e a tradução na Delegacia de Ensino e a Delegacia de Ensino emitirá o histórico escolar.
- no histórico escolar, na coluna do 3º ano do ensino médio, virá escrito " concluído no exterior de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases".

IX) Mas e se eu conseguir um diploma no exterior? Posso usar aqui?
Já tive algumas situações assim...
E aconteceu principalmente com os esportistas que ganharam bolsas de estudos no exterior: um jogador de beisebol que tinha deixado sua escola aqui no Brasil na metade do 2º ano do ensino médio pra ficar um ano letivo no exterior.
Pela lei, ao voltar para sua escola no Brasil, ele deveria entrar na metade do 3º ano do ensino médio na sua escola no Brasil, certo?
Ou seja, quando ele saiu do Brasil, na metade do 2º ano, ainda faltaria um ano e meio de estudos para que ele finalizasse o ensino médio. Mas ele só fez um ano no exterior, conseguiu um diploma na escola estrangeira e pediu a equivalência do diploma no Brasil.
No caso dele, isto era de especial importância, porque ele precisaria embarcar para o exterior de volta para assumir a vaga que havia conquistado (bolsa de estudos) por conta do beisebol.
A Delegacia de Ensino aqui no Brasil, que analisou a documentação entendeu que se ele foi capaz de receber um diploma do exterior, então que a Delegacia daqui dava como concluído o ensino médio.
E diante desta decisão, este menino revalidou o diploma, fez a equivalência do diploma. E voltou para o país do intercâmbio aonde permanece até hoje.

Alguns outros estudantes também conseguiram diploma no exterior, e conseguiram revalidar o diploma no Brasil, sem ter que voltar pro ensino médio.


Uma coisa que eu costumo dizer é que:
- você foi para o exterior e está amparado por lei. Então basta seguir a lei e você terá o seu tempo de estudos revalidados no Brasil.
- mas uma coisa importante a ser levada em conta é que quem analisa a documentação é um ser humano e isso é passível de interpretação.
- então, um outro Delegado de Ensino poderia ter julgado a questão do nosso jogador de beisebol acima, de uma outra forma, ou seja, para um outro Delegado de Ensino, o entendimento poderia ser: ainda falta um semestre de estudos para este menino do beisebol, logo, ele revalida o ano estudado no exterior, mas não o diploma e volta pra metade do 3º ano para terminar o ensino médio.
Entenderam?

Então, quando for estudar no exterior:

- tome todos os cuidados possíveis para seguir a lei e revalidar o tempo estudado.
- o que virá além disso é vantagem.


X) E eu fazia o ensino médio técnico aqui no Brasil, consigo revalidar?

Não. No máximo, você conseguirá revalidar as matérias que compõe o núcleo comum, mas as matérias técnicas profissionalizantes, das quais você não teve aula no exterior, essas não revalidam.
Então, até hoje, pessoinhas que embarcaram e aqui no Brasil cursavam o ensino médio técnico, quando do retorno do intercâmbio, voltaram pro ponto de partida: quero dizer, quem deixou a escola na metade do 2º, voltará pra mesma metade do 2º.

XI)A minha escola do Brasil é obrigada a me aceitar de volta quando eu regressar do intercâmbio?
Na teoria, a sua escola não poderia se recusar a aceitá-lo.
E o que te garante isso são as leis: a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Na prática, não é exatamente isso que acontece.

Algumas escolas quando tomam ciência de que o aluno vai deixar a escola por conta do intercâmbio já se apressam em avisar que não será aceito naquela escola na volta.
E se você questiona o porquê, aí então vem as mais variadas desculpas:
- já vi escolas dizerem que o aluno volta do intercâmbio muito crítico, muito rebelde e desobediente e não se encaixa mais no perfil da escola;
- já vi escolas dizerem que o 3o. ano (por exemplo), é um ano muito concorrido e não tem vaga para o aluno;

Normalmente, o brasileiro é conformado e quando se depara com o empecilho, decide continuar os estudos em outra escola que criar menos barreiras.


Se você não for conformado, você pode se dirigir aos orgãos brasileiros que supervisionam as escolas, como Delegacias de Ensino e Ministério de Educação.

No entanto, esteja preparado para se chatear, pois entre criar caso entre você e sua escola, estes orgãos, provavelmente preferirão criar o caso com você e não arrumar nenhuma encrenca com sua escola


Embasamento legal/material de consulta

Lei que regulamenta os estudos no exterior = Lei de Diretrizes e Bases - 1996

O texto aprovado em 1996 é resultado de um longo embate, que durou cerca de seis anos, entre duas propostas distintas.
A atual LDB (Lei 9394/96) foi sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo ministro da educação Paulo Renato em 20 de dezembro de 1996. Baseada no princípio do direito universal à educação para todos, a LDB de1996 trouxe diversas mudanças em relação às leis anteriores, como a inclusão da educação infantil como primeira etapa da educação básica e tinha como principais características:
·                  Carga horária mínima de oitocentas horas distribuídas em duzentos dias na educação básica (art. 24)
·                  Prevê um núcleo comum para o currículo do ensino fundamental e médio e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art. 26)

[editar]

Lei nº 9.394/96  estabelece o seguinte sobre transferência de alunos:

Art. 49. As instituições de educação superior aceitarão a transferência de alunos regulares, para cursos afins, na hipótese de existência de vagas, e mediante processo seletivo.

Estatuto da Criança e do Adolescente:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm
http://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/a2sitebox/arquivos/documentos/182.pdf

XII) Revalidação - e se eu tiver problemas com o Consulado Brasileiro/Secretarias, aí então eu perdi o tempo estudado?
Antigamente a Cruz Vermelha Brasileira tinha o poder de autenticar documentos escolares e isto ajudava muitos estudantes que fizeram o processo errado no exterior ou que deixaram de fazer. No entanto, o MEC desautorizou a Cruz Vermelha Brasileira recentemente.
Então, não tem outra forma, você vai ter que contratar alguém pra fazer o processo no país de destino e te enviar o documento autenticado ou pelo Consulado Brasileiro lá (dependendo do país) ou por uma Secretaria (dependendo do país)

XIII)REVALIDAÇÃO: O que mudou?
Em alguns países, a autenticação do documento escolar não é mais feita pelo Consulado Brasileiro e sim por uma Secretaria.
Antes:
- os estudantes que cursaram um determinado período do ensino fundamental e/ou médio, antes de retornarem ao Brasil, deveriam enviar o documento escolar emitido pela escola estrangeira para um consulado brasileiro no país ou nas proximidades para que o consulado autenticasse o documento;

Agora (procedimento a partir de agosto/2016):
- os estudantes deverão encaminhar os documentos escolares para uma secretaria no país de destino e não mais para o consulado. Estas secretarias farão o “apostilamento” do documento escolar.  Existe um documento chamado de Apostille (apostila) e este documento é uma espécie de regras para tudo o que acontece no exterior e isso vai desde compra de imóveis no exterior, até contratos, processos e legalização de documentos.  A Apostila é definida como um certificado emitido nos termos da Convenção da Apostila que autentica a origem de um Documento PúblicoA Convenção da Apostila de Haia  (https://www.hcch.net/pt/instruments/conventions/full-text/?cid=41 )  tem o objetivo de agilizar e simplificar a legalização de documentos entre os 112 países signatários, permitindo o reconhecimento mútuo de documentos brasileiros no exterior e de documentos estrangeiros no Brasil. O conteúdo da apostila pode ser visto neste link https://www.hcch.net/pt/instruments/conventions .
Boa parte dos países europeus já usavam a Convenção da Apostila para autenticação de documentos públicos. Em cada país, o apostilamento é feito por um orgão diferente: por exemplo, no Brasil é feito por alguns cartórios, nos EUA é feito pelas secretarias, em alguns países da Europa é feito pela prefeitura local. 
Os EUA passaram a usar a partir de Agosto/2016. O Canadá  ainda não sofreu alteração de procedimento.  Em resumo, o procedimento passa a ser uma novidade para quem está nos EUA.
Portanto, para que um documento escolar emitido nos EUA tenha validade no Brasil é necessário fazer o "apostilamento" do documento. O "apostilamento" é uma autenticação (validação) feita por autoridades norte-americanas credenciadas pela Convenção da Apostila de Haia.

As providências necessárias são:
Solicitar à escola que uma autoridade acadêmica (normalmente o Registrar) emita uma declaração assinada, que ateste a autenticidade do documento escolar. A declaração pode ser escrita no próprio documento escolar;
Notarizar (notarize) a assinatura da autoridade escolar (Registrar ou cargo equivalente) em Notary Public local. Atenção: verifique na escola em qual Notary Public pode ser notarizada (reconhecida) a assinatura da autoridade escolar;
Providenciar o "apostilamento" do documento escolar junto a uma instituição norte-americana credenciada. Cada Estado dos EUA tem uma instituição credenciada específica. Verifique abaixo como proceder no Estado em que foi emitido seu documento escolar.
ATENÇÃO: somente o DOCUMENTO ORIGINAL (e não a cópia) que tenha recebido o "apostilamento" terá garantia de autenticidade e, como consequência, de aceitação no Brasil. Cópias autenticadas de diplomas, certificados e demais documentos, ainda que "apostiladas", poderão não ser aceitas por instituições públicas e privadas brasileiras.
Tentarei mostrar num passo a passo o que deve fazer:
1-     Solicitar o boletim escolar (report card) à sua escola.  O documento deve ser em papel timbrado da escola, com assinatura de um responsável e deve constar: as matérias cursadas, as faltas, as notas, a série, o sistema de avaliação. Caso você tenha praticado algum esporte e esse esporte não constar do boletim escolar (high school transcript/report) peça à sua escola para fornecer uma declaração em papel timbrado da escola dizendo que você praticava tal esporte. Essa declaração deve ser enviada junto com os boletins para a Secretaria.
2-     Antes de enviar o documento para a Secretaria entre em contato com o escritório local para confirmar se será necessário Notarizar o transcript. Notarizar um documento é semelhante a reconhecer firma, e isso nos Estados Unidos é feito em um “Notary Public”. Então, será necessário então que você questione a pessoa que assinou o transcript, qual Notary Public pode notarizar (reconhecer) a assinatura.
3-     Após passar pelo notary public, tire uma cópia do documento, assim terá sempre uma cópia extra com você.
4-     Enviar o documento original para a Secretaria de Estado da região que você estuda, para que seja adicionado ao documento um apostile que certificará que o seu documento é autêntico e tenha validade no brasil.
5-     Você deve entrar neste link http://www.nass.org/index.php/state-business-services/apostilles-document-authentications/ e neste link, aparecerá uma “caixa” e do lado escrito “GO”. Selecione o estado em que está. E aí abrirá um outro link com informações da Secretaria de Estado a qual você pertence.  Cada Secretaria de Estado adota um procedimento para a revalidação das suas notas, dessa forma, antes de encaminhar seu transcript/documento para a Secretaria de Estado acesso o site correspondente a sua jurisdição e pegue as informações atualizadas de como proceder.  Por exemplo, se você está no estado americano de Massachussetts, ao selecionar, será remetido para um outro link: http://www.sec.state.ma.us/pre/precom/comidx.htm e neste link, clique em “Apostille and Certifications of Documents” e siga as instruções deste link. Neste link, aparecerá os endereços que pode usar para encaminhar o seu documento escolar. Como disse a vocês, cada Secretaria de Estado tem um procedimento diferente.
6-     Talvez a parte que mais cause dúvidas é a parte de pagamentos das taxas. E acredito que o seu correio local possa ajudar com isso. Os correios vendem uma espécie de vale postal (Money order). O correio irá perguntar em nome de quem coloca a “Money Order” e esta informação também tem no link da secretaria do seu estado. Lembrando que o custo é por documento. Coloque o valor correspondente ao tanto de documentos que está endereçando à Secretaria.
7-     E aí vem a parte de enviar o documento para o apostile. Para encaminhar, também faça pelo correio.  No correio:
- peça um envelope grande, tipo SEDEX, para entrega rápida; 
- um envelope menor também tipo SEDEX para retorno rápido;
- pague as postagens para os dois envelopes;
- enderece o envelope grande para Secretaria de Estado com o endereço completo do escritório;
- dentro do envelope grande, endereçado a Secretaria de Estado, você deve enviar o outro envelope selado e endereçado, os documentos escolares, a money order ou o comprovante de depósito;
- Escreva uma carta/bilhete dizendo que que solicita a autenticação (Apostille) do (s) documento(s) escolar(es) e que deve (m) ser devolvido (s) usando o envelope menor que está selado e endereçado a você. Você também pode checar se a Secretaria apenas devolve documentos nos EUA ou se envia para outros países. Se a Secretaria somente enviar dentro dos EUA, peça a uma pessoa de confiança que receba este documento e envie a você no Brasil por correio expresso e deixe dinheiro para isso. Se a Secretaria aceitar enviar ao Brasil, coloque o seu endereço do Brasil e pague postagem internacional adequada.


NO BRASIL:
Para que os seus estudos no exterior tenham validade no Brasil, logo após o seu retorno você deve entregar o seu boletim com o apostille na sua escola (se ainda não tiver terminado o ensino médio) ou se tiver se graduado, você deverá entregar o documento do exterior junto com os históricos escolares referentes ao período estudado no Brasil na Diretoria de Ensino (consulte sua antiga escola para saber qual a Diretoria de Ensino mais próxima de sua casa).
Algumas escolas e Diretoria de Ensino exigem a tradução juramentada do seu boletim. Você pode procurar no site do Sindicato dos Tradutores (www.sintra.org.br) por tradutores específicos na língua do seu país hospedeiro ou em instituições de ensino da língua reconhecidos internacionalmente tais como Instituto Cervantes, Aliança Francesa, Instituto Goethe.
OBS: Lembre-se que o estudante não pode demorar mais de um mês para se apresentar o documento na sua escola. Caso isto aconteça, o estudante conseguir não validar o estudo.