Nunca é tarde pra fazer um intercâmbio


Não é tarde para fazer um intercâmbio, basta estar preparado



Não é tarde para fazer um intercâmbio, basta estar preparado
Afinal, o que é o intercâmbio? Tipos de intercâmbios.
Vários psicólogos, filósofos, estudiosos, antropólogos e etc...já buscaram a origem do intercâmbio. Na minha modesta opinião, intercâmbio começou quando famílias de algumas partes do mundo decidiram receber em suas casas, as crianças vítimas de guerra, que perderam seus pais na guerra. Estas crianças órfãs passaram a viver com outra família que nunca tinham visto, que falavam outra língua e tinham outros hábitos.

Talvez isso explique o motivo de os alemães serem, proporcionalmente, os campeões em fazer intercâmbio pelo mundo. Aonde quer que você vá, sim, você encontra um alemão. E vale a pena dizer que os alemães, o povo alemão não tem nada de frio ou arrogante, como muita gente imagina, muito pelo contrário. Se você encontrar com um no intercâmbio, ele se tornará um baita amigo.

Quando eu comecei na indústria dos intercâmbios, o único intercâmbio propriamente dito era o intercâmbio cultural. O termo intercâmbio somente era usado se juntasse ao mesmo tempo: vivência e cultura. O programa que caracterizava isso era o high school (ensino médio no exterior). Este sim era o tal do intercâmbio cultural. Por que? Porque significava relacionamento entre povos diferentes, de culturas diferentes, um entendimento entre as nações envolvidas. Era assim chamado porque estávamos juntando pessoas de culturas diferentes para viver, aprender e crescer umas com as outras. Os demais programas eram considerados apenas curso no exterior, programa de férias, etc.

Os intercâmbios foram se modificando, se profissionalizando, ficaram cada vez mais acessíveis e baratos e sinto que perdeu um pouco do foco principal que é o crescimento de si mesmo e o relacionamento com o outro. Isso quer dizer que se você for estudar, passear, trabalhar ou viver a vida rotineira em outro país, podemos dizer que você está fazendo um intercâmbio.


Quais são os tipos de intercâmbio?
Para os filhos - 11 aos 17 anos:
1)     Programas de férias
São programas com duração de 2 a 6 semanas e tem um pouco de tudo: tem curso de idioma, atividades culturais, atividades esportivas, passeios turísticos, festas e etc. Os passeios culturais e turísticos estão relacionados à região escolhida para o programa. O estudante, quando chega na escola no exterior, junta-se a estudantes da sua idade e do mundo todo. As refeições normalmente variam de meia pensão (café da manhã e jantar) e pensão completa (café da manhã, almoço e jantar). Este programa está disponível em alguns países como EUA, Canadá, Inglaterra, Irlanda, Espanha, Alemanha, Suíça, Austrália, Nova Zelândia e Argentina.
Estes programas acontecem em meses de férias = Janeiro ou Julho.

2) E ainda falando dos adolescentes, existe a possibilidade de os alunos cursarem uma parte do ensino fundamental ou médio lá fora.
Normalmente os alunos estudam de um a dois semestres letivos, mas é possível mais do que isso na maioria dos programas de High School. Há uma variedade de programas, assim como de preços, e os alunos podem estudar em escola pública ou particular, com família remunerada ou voluntária (em alguns países). Existem também as escolas boarding, que são aquelas em que os alunos ficam na acomodação estudantil da própria escola
Os programas citados aqui podem ocorrer nos mais diversos países, os mais populares são Canadá, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido, entretanto estão disponíveis em outros países, inclusive de língua espanhola, italiana, alemã, francesa, entre outros.


Para os adultos – 18 anos ou mais (sem limite):
Aqui dou ênfase no sem limite de idade. Muita gente reclama que “passou da idade de fazer intercâmbio”, tenham em mente a seguinte frase:
Não existe idade para ser feliz, e se realizar um intercâmbio te fará feliz, faça! Se manda.
Dito isso, vamos às diversas possibilidades que temos para nós, adultos.
- Curso de idiomas:  É basicamente estudar em uma escola de inglês no exterior. Existe uma variedade imensa nesse campo, você pode estudar inglês na América do Norte, Europa, Ásia, Oceania e África. Ou então espanhol na América Latina ou Europa, e idiomas como alemão, italiano e francês também na Europa, além do mandarim e japonês na Ásia. A variedade é imensa, é necessário avaliar qual idioma será bom no seu caso. Existem cursos a partir de duas semanas até um ano e as acomodações são das mais variadas. As mais populares são casa de família e residência estudantil, mas, se não considerar o seu perfil, pode ver se existe algum studio vinculado à escola. E correndo por fora, existem as alternativas de alugar um apartamento.
- Programas profissionalizantes/técnicos e universitários: Possibilidades legais para quem já tem o idioma num nível mais avançado, fazer um curso no exterior pode agregar bastante para a carreira de muitos de nós. Aí vale analisar se existem cursos lá fora na sua área de atuação que valem aqui no Brasil, ou caso sua ideia seja ir morar fora e ficar por lá, quais cursos podem facilitar essa possível realidade. A maior parte de cursos técnicos e universitários precisa de um investimento maior do que um curso regular de idiomas, ainda assim, quando investimos bem os resultados valem a pena. Dentro dessa possibilidade temos as opções de estudar dentro de universidade e de colleges, tanto públicos quanto privados, de acordo com o budget que cada um tem para investir.
- Estudo com trabalho: uma das procuras que mais cresceu é a possibilidade de estudar e trabalhar.
Para quem tem um nível baixo do idioma (leia-se básico/intermediário) as opções são Irlanda, Austrália e Nova Zelândia.
Irlanda - Quem estuda 25 semanas no país, pode trabalhar legalmente por meio-período, o que pode ajudar nos custos lá. Tem sido um destino muito preferido pelos adultos por conta do custo x benefício e por não exigir um visto antes da entrada. O visto é feito quando o estudante já está no país. Para passar pela entrevista do visto, o estudante precisará ter disponível EUR 3.000 (na hora da entrevista) e depois pode usar o dinheiro.
Já quando falamos de Austrália e Nova Zelândia, o cenário muda um pouco. Cursos a partir de 14 semanas podem dar a permissão de trabalho para os estudantes. A média de demora para arrumar trabalho nesses países é de 3 semanas, mas vai depender do perfil do estudante, da personalidade e da disposição.
no Canadá – o estudante precisa comprar um curso profissionalizante de no mínimo 26 semanas para poder trabalhar até 4 horas por dia. Alguns estudantes arrumam estágios e trabalho, pois as horas do estágio não se somam às horas do trabalho remunerado.
- Outras opções: Existe ainda, para determinados públicos, a possibilidade de fazer o programa de Au Pair ou então um trabalho voluntário em algumas partes do mundo, além de algumas viagens específicas onde o foco não são os estudos.

Além do programa certo, o que mais preciso analisar?
O primeiro passo é procurar uma agência de confiança. É bom sempre pesquisar e analisar o perfil e histórico da agência. A agência poderá lhe indicar a melhor opção para o seu perfil além de fazer o passo a passo antes do embarque e acompanhar o seu programa à distância durante e te dar as boas-vindas quando do seu desembarque.
Além disso, a agência poderá indicar seguro saúde, ajudar com a passagem aérea e indicar bons despachantes para cuidar do visto.
Se você não consegue ser uma pessoa de mente aberta, nem tente fazer um intercâmbio, vá passear à turismo em algum hotel que a garantia de satisfação é maior. O intercâmbio envolve aprender com o diferente, nenhum aluno escolhe a família, são as famílias que escolhem os alunos. Não existe a possibilidade de exigir cor de pele, preferência sexual, etnia, e absolutamente nada. Por mais dinheiro que tenha, você não escolhe nenhum aspecto da família, e é importante ter essa consciência.
Já tive alunos investindo centenas de milhares de reais e alunos investindo cinco mil reais, no aspecto da homestay (casa de família), eles são absolutamente iguais para as instituições lá fora, são pessoas que serão recebidas por outras pessoas.

Um dia, uma senhora me ligou e disse:
- Dona Perpétua, me indicaram você porque disseram que poderia me ajudar. Eu tenho 70 anos e não quero ir embora deste mundo sem ter passado por uma experiência de intercâmbio. Então, tem intercâmbio para mim e se sim, o que você me indica?
Comecei a falar dos programas +50 (cursos de idiomas em alguns lugares do mundo, para pessoas de mais de 50 anos, que incluem aulas, acomodação, passeios, atividades ...todos designados para esta idade. Existem em alguns lugares como Malta, Inglaterra, Canadá... ). No meio da conversa, ela disse:
“_ está decidido, você me mande para um curso de inglês no meio da molecada, que de velha, já basta eu.”
Ela foi pro meio da moçada e adorou. E de lá pra cá, todo ano, tira 2 semanas de férias da empresa dela pra fazer um intercâmbio. Ela está hoje com 78 anos.
Toda pessoa, de qualquer idade, pode/deve fazer um intercâmbio, é uma das melhores experiências da vida, desde que você esteja pronto(a) para realizar essa experiência de coração aberto.
Intercâmbio não é apenas estar conhecendo uma cultura nova, estar longe e ao mesmo tempo perto das pessoas que você ama, se sentir livre para fazer tudo que você acha que é certo. Não é simplesmente o fato de não estar nem aí para que os outros estão pensando de você, não é apenas viajar e conhecer lugares maravilhosos, estar com uma nova família que apesar de não ser sua família, é família. Não é apenas sentir saudades de tudo e ao mesmo tempo querer viver essa vida pra sempre. É aprender que amizades verdadeiras continuam firmes, mesmo que não tenha contato freqüentemente, é crescer como pessoa, refletir sobre tudo na sua vida e nas coisas que as vezes pareciam tão certas e agora soam tão erradas. O intercâmbio, alem de tudo isso, te proporciona conhecer quem você achava que conhecia melhor que qualquer um: VOCÊ MESMO! (uma intercambiária)





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